Não é a primeira vez que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT); chamado por alguns militantes petistas mais radicais de ‘prefeito coxinha’; dá uma declaração contrária ao que a maioria do filiados ao partido dos trabalhadores esperam.

Em uma entrevista calorosa, em que foi confrontado quase todo o tempo pelo mal humorado ‘humorista’ Carioca do programa ‘Pânico no Rádio’, Fernando Haddad respondeu diversas perguntas sobre a administração pública de São Paulo e claro, foi questionado sobre o #Impeachment.

Haddad, que é formado em direito pela Universidade de São Paulo – USP – disse que impeachment não é golpe, pois está previsto na constituição federal, apenas levantou algumas questões sobre os motivos que levaram o pedido do impeachment de Dilma Rousseff.

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O prefeito disse que apesar da legalidade do processo, a causa de pedido deve ser analisada, pois se Dilma sofrer o impeachment pelo motivo das pedaladas fiscais, então diversos governadores pelo Brasil também sofreriam, uma vez que é comum que esse tipo de conduta aconteça em alguns governos.

Segundo Fernando opinou, não é errado pedir o impeachment, mas o argumento demonstrado no pedido é o que gera o pensamento errado de golpe, pois a mesma cobrança ou posicionamento legal não existe diante dos governos estaduais.

O prefeito da cidade mais populosa do Brasil também deixou claro que a ideia de golpe é que se tenha a ausência da eleição presidencial, como ocorreu no regime militar, e que no atual momento, de acordo com a lei, o impeachment não visa um poder absoluto como em décadas passadas, logo não é golpe.

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Mas ressalta que apenas a causa do pedido não é correta.

Ele não protege Dilma dizendo que ela não deve sofrer o impeachment, mas deixa claro que não deveria haver o impeachment pelas razões já mencionadas acima.

No decorrer do programa, um dos apresentadores falou, mais de uma vez, que gosta do prefeito e que só acha que o mesmo está no partido errado. Quando questionado sobre a atual situação do PT, ele disse que não é a hora de abandonar o barco, mas de tentar recuperar a ordem e recomeçar fazendo o certo.

Vale salientar que embora sejam apresentados outros motivos de erros e possíveis crimes cometidos durante o mandato, a crítica feita é sobre a causa do pedido, ou seja, aquele motivo que vem estipulado na petição e que foi analisado pelo presidente da Câmara para ser aceito pela casa. O questionamento não é sobre os demais motivos, mas exclusivamente, sobre as ‘pedaladas’ que correm livremente em dezenas de governos. Haddad não questionou ou mencionou nada sobre os demais crimes de que a presidente é acusada.

Assista logo abaixo o vídeo desse momento da entrevista e deixe a sua opinião sobre o posicionamento do prefeito.

#Dilma Rousseff #Crise-de-governo