Nesta terça-feira, 05, as redes sociais entraram em 'polvorosa' por conta de uma fala da advogada e professora-doutora Janaína Paschoal, que chegou a estar na comissão do #Impeachment pedindo a saída da presidente do poder. Na segunda-feira, 04, ela esteve em um evento na USP com mais de três mil estudantes, solicitando o que chamou de fim da "república das cobras". Não demorou muito para que a fala ganhasse grande repercussão. Muitos contrários ao impeachment chegaram a publicar na internet que Janaína estaria incorporando a "pomba gira", uma entidade de religiões africanas. Já outros foram mais monossilábicos, a chamando de "maluca" ou até fazendo versões de metal pesado com a advogada. 

Isso é muito normal na internet.

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A questão é que em menos de uma semana, uma revista, a 'Isto É' trouxe uma reportagem de capa dizendo que as condições psicológicas de Dilma não eram as melhores. A Capa da revista trazia a presidente gritando. Tal publicação foi chamada de "machista", pois segundo movimentos feministas, as mulheres são vistas como "histéricas", principalmente em momentos difíceis e que o mesmo tratamento não é dado a homens. A mesma revista já tinha publicado capas parecidas envolvendo homens, mas a polêmica continuou. 

Consideremos então que a postura da 'Isto É', insinuando para muitos que Dilma é "maluca" foi realmente machista. Dizer que Janaína também o é não igualmente machismo? Pior, existe aí uma questão que pode ser considerada como preconceito religioso, ao se comparar o depoimento de Janaína com a incorporação das religiões africanas, especialmente porque isso é tratado pela maioria dos internautas de maneira engraçada.

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É preciso lembrar que todos os brasileiros sabem quem é Dilma. Ao apresentar um foto dela para as pessoas nas ruas, certamente todos terão algo a dizer ou preferiram não destilar sua opinião, mesmo que as tenha. O mesmo, obviamente, não acontece com Janaína, que além de advogada e professora, não ocupa qualquer cargo pública. Reflitamos antes de afinar qualquer discurso de ódio ou então de vitimização.  #PT #Dilma Rousseff