O partido Solidariedade entrou com um processo na Justiça Federal de Brasília para que o pronunciamento em cadeia de televisão da presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), seja proibido de ir ao ar. O discurso da líder petista está previsto para ir ao ar às 20h. Até o fechamento desta reportagem, às 16h50, a justiça não havia se posicionado sobre o assunto. O pedido prevê ainda que caso Dilma fale, ele terá que pegar uma multa pomposa, no valor de R$ 200 mil. Isso porque Rousseff usará a máquina pública para falar em causa própria, fazendo uma defesa dela mesmo. 

A cadeia nacional de rádio e televisão só pode ser utilizada para falar de programas do governo, que são de interesse público ou em excepcionalidades.

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O Solidariedade justifica que a petista fará então um desfio de finalidade no pronunciamento. De acordo com informações da Folha de São Paulo, o discurso de Dilma já foi gravado e avisado para as empresas televisivas que irá ao ar às 20h. Com isso, todas terão seus sinais "cortados" e necessitarão retransmitir o que Dilma diz. Não foi divulgado ainda quanto tempo demorará o pronunciamento. 

No conteúdo do discurso, Dilma pedirá apoio aos brasileiros para que lutem pela democracia. Mais cedo, o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva divulgou um vídeo em que aparece com os olhos marejados de lágrimas. Ele lembra de como foi difícil construir a constituição de 1988. Lula disse ainda que seu governo mudou o Brasil e que o pobre passou a ter vez. O líder petista disse também que hoje outros países respeitam nosso país e que isso mudará caso o #Impeachment passe. 

Segundo o ex-líder sindical e operário, o impedimento de Dilma fará com que o novo governo não tenha nenhum respeito da população, pois não terá respaldo da população.

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O ex-presidente acusou a oposição de tentar chegar ao poder de forma rápida, não passando pelas eleições. Pesquisas de opinião pública mostram que de 60 a 70% dos brasileiros apoiam a deposição da presidente da república. Porcentual parecido tem o vice, Michel Temer.  #Dilma Rousseff