Não está fácil para a presidente da república Dilma Rousseff se manter no poder. Nesta segunda-feira, 11, o PSB decidiu oficialmente apoiar o impeachment dela. A aprovação foi realizada através de um documento, que orienta os parlamentares da bancada já na votação da Comissão do impedimento. O partido até então se mantinha neutro e preferiu não ouvir os apelos do advogado geral da união José Eduardo Cardozo, tampouco do ex-presidente #Lula. A votação do dia 17, que define se Dilma sai ou não do poder ainda não definida pelo partido, mas a aprovação de hoje faz com que o mesmo seja até previsível para o domingo, quando a Câmara dos deputados deve fazer a principal votação do #Impeachment

Na votação da comissão, quem não quiser concordar com o partido precisa avisar a legenda, sob a pena de sobre punição.

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De acordo com uma reportagem do jornal 'O Globo', esses parlamentares serão substituídos por suplentes. Muitos deles chegaram às 07h da manhã em Brasília, mostrando super dispostos a participar desse momento importante para a história do Brasil. Em entrevista ao 'O  Globo', Carlos Siqueira, presidente do PSB disse que a legenda não poderia simplesmente se abster de dar uma opinião em um momento em que o povo brasileiro pede isso. O partido, no entanto, disse que continua respeitando a opinião contrária dos deputados, que não querem o impedimento da presidente #Dilma Rousseff.

Carlos Siqueira revelou ainda que o governo tem pressionado fortemente para que eles sejam neutros na votação. Em seguida, ele disse que a decisão de agora foi tomada pela maioria e que por enquanto o mesmo vale para ser votado no plenário.

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O PSB disse ainda que respeitaria as minorias, mas que se manteria sintonizado com o povo brasileiro. Nas últimas eleições presidenciais, a legenda quase foi para o segundo turno do pleito. Com a morte do cabeça de chapa, o governador de Pernambuco Eduardo Campos no meio da campanha, Marina Silva acabou disparando nas pesquisas, mas sendo ultrapassada por Aécio na reta final. Aécio também chegou a empatar com Dilma nas mesmas pesquisas, mas ela acabou vencendo as eleições com um diferença percentual pequena, o que já mostrava ali a divisão do país.