Nos últimos dias, a presidente da república Dilma Rousseff tem batido na tecla de que o #Impeachment que está tramitando na Câmara dos Deputados é um golpe, pois, segundo ela, não seria baseado em nenhum crime. Nesta segunda-feira, 04, o Senador Walter Pinheiro, que largou recentemente o Partido dos Trabalhadores, o PT, falou sobre o suposto golpe de que Dilma tanto se defende. A entrevista ao jornal Valor Econômica acontece em um momento crucial na carreira política de Walter, afinal, ele ficou 33 anos filiado à legenda do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva.

Na conversa, ficou claro que o próprio PT em diversas outras oportunidades tentou tirar quem estava no cargo de presidente através do impeachment, sem, no entanto, creditar isso a um golpe.

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Fala-se em pelo menos 50 pedidos de impedimento antes do primeiro governo de Lula. E olha que o Partido dos Trabalhadores já está praticamente há quatorze anos no poder e nossa democracia começou em 1985, depois de um longo período ditatorial. Ou seja, em 31 anos de democracia, o PT já está praticamente metade desse tempo do poder.

De acordo com o Senador, o que o motivou a sair do PT é que o que o partido anunciou como governo, hoje não acontece. Ele fala que tentou fazer o diálogo com Dilma, mas que ela tem dificuldades de ouvir. O político diz que a nova modalidade de tentar governar, aumentando impostos, acaba asfixiando os trabalhadores. "Na prática, aprovar a CPMF hoje é tirar o oxigênio de quem conseguiu ficar de pé", explicou. 

O Senador ainda diz que o processo de impeachment contra Dilma é legal e que o Partido dos Trabalhadores pediu a saída de Fernando Henrique Cardoso com ele fazendo muito menos.

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Ele mesmo garante que brigou contra o político do PSDB, que fez um amplo processo de privatizações.  e que isso também foi motivo para o seu pedido de impedimento pelo PT. 

Nesta segunda-feira, 04, acaba o prazo para Rousseff fazer sua defesa. Agora começa o rito do impeachment em si. Dois terços dos parlamentares precisam votar pelo impedimento, que se aprovado segue para o Senado.  #Dilma Rousseff