Através de suas redes sociais oficiais, o Partido dos Trabalhadores (PT) está pedindo uma paralisação dos brasileiros, solicitando que eles lutem até o fim contra o procedimento de impeachment que tramitou na Câmara contra a presidente da república Dilma Rousseff. Na manhã desta segunda-feira, 18, por exemplo, a legenda usou o Twitter para dizer que a votação na Câmara teria sido uma fraude e que a mobilização só aumentaria a partir de agora. No site do #PT, quem se pronunciou foi Rui Falcão, presidente da legenda. O pronunciamento dele aconteceu por meio de uma nota. 

De acordo com Rui, a vitória na Câmara teria sido das forças reacionárias do Brasil, que serviriam a apenas uma parcela da população.

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Falcão chamou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, de réu e Michel Temer de conspirador. Temer é o vice-presidente da república e assume o cargo mais importante do país no caso de deposição de Dilma. De acordo com o presidente do Partido dos Trabalhadores, o impedimento ainda pode ser revertido no Senado Federal, mas que para isso era necessário grande apoio e motivação. Muitos manifestantes contra o impeachment foram às ruas, mas em número menor dos que eram a favor do processo de deposição de Rousseff.

Segundo informações do site da revista época, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promete fazer uma forte oposição ao governo sucessor de Rousseff, dizendo que não haverá a repactuação nacional, proposta feita pela presidente antes de ocorrer a votação na Câmara.

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Lembrando que 367 deputados votaram para que o processo contra a líder petista seguisse ao Senado, 25 a mais do que o número mínimo necessário. Os números foram maiores até do que o que era apurado pela imprensa, fazendo Rousseff ter uma derrota de mais de 70% do plenário. Nem todos os demais votos foram contra o processo. Dois deputados faltaram à votação e ainda tiveram as abstenções, de deputados que preferiram não manifestar qualquer opinião sobre o assunto.

A etapa mais difícil do impeachment era justamente a da Câmara. No Senado, para que haja o afastamento é necessário mais de 50% dos votos, número que já existiria na casa.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo