De acordo com informações do jornalista Caudio Humberto, do Diário do Poder, em reportagem publicada neste sábado, 23, o governo federal estaria esperando do Senador Renan Calheiros, do PMDB alagoano e presidente do Senado, que ele arranje maneiras para procrastinar o processo de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff. Do recebimento da proposta de deposição, até a assinatura da absolvição ou condenação, podem se passar no máximo 180 dias. O recebimento só é contado quando a Comissão criada no Senado decide pela admissibilidade ou não do processo. Ou seja, a saída de Dilma poderia acontecer apenas em outubro ou nem sair. 

Com o travamento do julgamento, a presidente poderia voltar ao seu cargo e tentar negociações que agradassem ou não a população e os opositores.

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A observação feita pelo colega do 'Diário do Poder' é pouco provável. Isso porque antes mesmo do processo ser analisado, 48 Senadores, dos 81, avisaram que vão votar pelo impeachment. Para que ele passe na primeira grande votação, são necessários metade dos votos dos Senadores presentes, desde que exista um quórum mínimo de 41 nomes. Caso todos compareçam, os votos necessários são 41. 

Aberto o processo, a presidente tem vinte dias para apresentar sua defesa. Depois disso, o único prazo existente são os outros 160 dias para votar se ela será ou não deposta. Essa votação pode ocorrer semanas depois ou nos "45 do segundo tempo". Se depender de um grupo de Senadores, a escolha será rápida. Isso porque existem nomes que acreditam ser possível convocar uma nova eleição presidencial ainda neste ano, juntando com as municipais, que elegerão prefeitos e vereadores.

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Para que isso ocorra, as incógnitas precisam ser resolvidas até o início do segundo semestre, dando tempo para os partidos escolherem seus candidatos e começarem as campanhas.

Na última votação, para que haja a deposição é necessário que dois terços dos Senadores votem por essa questão, ou seja, 53 nomes. A oposição precisa conquistar pelo menos cinco dos 13 nomes que ainda não se manifestaram publicamente sobre que voto irão dar. E você, o que acha que irá acontecer com o futuro de Dilma e do Brasil?  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo