E está difícil para o Partido dos Trabalhadores (PT) manter os seus aliados. A legenda está vendo uma verdadeira debandada dos prefeitos nessas eleições municipais. Com a crise política e o #Impeachment da presidente da república Dilma Rousseff, muitos ficaram com medo de perderem votos e se prejudicarem com as polêmicas que envolvem o PT. De acordo com a Folha de São Paulo em reportagem publicada neste domingo, 24, ao todo, o partido perdeu 135 dos 638 prefeitos eleitos no último pleito. Ou seja, cerca de 20% do seu patamar eleitoral. O levantamento foi realizado pelo jornal junto ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Esse número pode ser maior, já que o fechamento foi realizado no dia 15 de abril, antes da votação do impedimento da petista na Câmara dos deputados.

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O processo de Dilma agora corre no Senado federal. 

Além dos nomes que simplesmente se desfiliaram, os 135 prefeitos incluem nomes que foram cassados ou simplesmente expulsos do partido por estarem envolvidos em polêmicas judiciais. A legenda perdeu prefeitos em cidades importantes, especialmente no Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo, estados governados pelo PMDB e pelo PSDB. O problema é que até as regiões onde o PT era muito forte e que tem governadores, como Minas Gerais e Bahia, tiveram uma debandada. Os prefeitos estão pulando do barco. 

Em São Paulo, por exemplo, praticamente metade dos eleitos mudaram de partido, 35 dos 73 prefeitos. O mesmo acontece no Paraná. 18 dos 40 eleitos em 2012 decidiram tentar uma reeleição neste ano. É bom lembrar que muitos dos prefeitos que se elegeram já estão em seu segundo mandato seguido, ou seja, não precisam mudar de partido simplesmente porque nem vão concorrer às eleições, mas continuam constando nos dados do TSE.

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No Rio de Janeiro, 11 prefeitos se elegeram em 2012, nestas eleições, só quatro deles vão continuar levantando a bandeira da legenda, um terço. 

Enquanto isso, a presidente Dilma tenta se defender do impeachment. Ela voltou neste sábado, 23, ao Brasil. Nos Estados Unidos, ela chegou a dizer que pediria sanções a órgãos internacionais, como a Unasul e o Mercosul, caso o seu processo de impedimento fosse a frente. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo