Nesta terça-feira, 19, o Senado começou a montar a comissão que analisará o processo de impedimento da presidente da república Dilma Rousseff. No domingo,17, o documento do impeachment foi aprovado por 367 votos na Câmara dos deputados. Os trabalhos oficiais da comissão vão começar na próxima segunda-feira, 25, logo após o feriado. A decisão foi tomada por Renan Calheiros após interpelações de colegas. Antes, a data para o início dessa parte da discussão da situação política de Dilma começaria apenas na terça-feira, mas Renan então decidiu antecipar o dia, não dando também prioridade ao que a oposição queria, que o documento já fosse destrinchado neste sexta-feira, 22. 

Um dos principais Senadores que estará na Comissão é o ex-jogador de futebol Romário, eleito pelo PSB do Rio de Janeiro.

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O nome dele foi um dos primeiros a ser anunciados para estar  nos grupos de partidos que votaram nessa etapa. Os políticos vão ler o documento e decidir se ele vai ou não ser votado no Senado. A expectativa é que a primeira votação, a que define se Dilma será ou não afastada  do poder aconteça até a segunda semana de maio. Ao todo, são seis grupos votantes. O presidente da Comissão ainda não teve nome definido.

O PMDB terá direito a um dos seis votos. A legenda tem cinco senadores eleitos e é a única que não precisará estar aliada a outros partidos para votar. Tem-se aí o que acredita-se ser o primeiro voto claro contra Dilma. O segundo bloco tem três partidos, PSDB, DEM e PV, O terceiro tem dois, PT e PDT, com todos os três Senadores pertencentes ao Partido dos Trabalhadores. O grupo que terá Romário é formado por quatro partidos.

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Há ainda um outro composto pelo PP e pelo PSD e um sexto que possui cinco legendas. Apesar do grande número de partidos, apenas dois Senadores estarão neste grupo. A definição de que a Comissão seria por grupos e não por votos individuais dos partidos rendeu muita discussão. Isso porque um partido com cinco nomes teria o mesmo peso que uma legenda com apenas um político eleito. 

Sendo assim, Romário pode e deve ser essencial nesse momento histórico, seja para manter ou para a deposição de #Dilma Rousseff, segunda presidente da república, desde a redemocratização na década de 1980, a sofrer um processo de impeachment. 

#Lula #Crise-de-governo