Quantos votos faltam para o impeachment ser aprovado na Câmara dos Deputados e o que vai acontecer a partir de agora? É essa a pergunta que diversos institutos de pesquisa e principalmente a base do governo da presidente Dilma Rousseff fazem neste momento. O próprio governo já contabiliza quantos votos tem nesse momento. Há cerca de uma semana para a votação histórica, ainda faltam 22 votos, segundo dados apontados pelo colunista Gerson Camarotti, para que o impedimento passe e vá para o senado. Isso significa dizer que mais de 60% dos parlamentares já é a favor da queda de Rousseff, mas ainda é necessário conquistar 4% dos políticos da Câmara, caso a oposição queira mesmo vencer essa.

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O número é relativamente pequeno. É claro que o jogo pode virar, mas segundo Camarotti, a avaliação é bem pessimista sobre o futuro da presidente. Na semana passada, a oposição precisava de 42 votos para vencer Dilma. Venceram mais 20 deputados depois da pressão da delação premiada da Andrade Gutierrez e do depoimento de Rodrigo Janot, procurador-geral da república que disse que Luiz Inácio #Lula da Silva no Ministério da Casa Civil é #Crime. Isso enfraquece Lula e faz até ele virar piada, já que em comícios ele afirmou que voltaria a ser Ministro nesta quinta-feira, 07. A demora do Supremo Tribunal Federal (STF) em avaliar a questão também prejudica a articulação governista.

Mas o que acontece a partir de agora?

Após a fase dos discursos, a Comissão diz se é a favor ou contra o processo de impedimento através de um parecer.

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O governo acredita que nesse ponto está empatado, mas que pode ser vencido pelo relator do caso, que votaria para desempatar. Após o parecer oficial, ele é publicado no Diário Oficial em até 48 horas. No plenário, o processo de #Impeachment é aberto se dois terços (342) dos 513 deputados votarem a favor. Em seguida, o documento que pode derrubar a presidente segue para o Senado.

No Senado, três coisas podem acontecer. Se menos da metade dos Senadores votarem a favor do impedimento, Dilma continua no governo. Se metade mais um votar a favor, ela é afastada por 180 dias e quem assume é o vice-presidente. Já se dois terços, ou seja, 54 dos 81 senadores votarem a favor, Rousseff é deposta e deixa de ser presidente.