Enfim já temos detalhe de como será a votação do impeachment no próximo domingo, 17. De acordo com uma decisão do presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB do Rio de Janeiro), a votação será iniciada por volta das 14h. A previsão é que os votos demorem o domingo inteiro, com cada parlamentar demorando cerca de um minuto para realizar seu voto. Por conta do momento importante que passa o país, todos os canais abertos terão programação especial neste dia. A Globo deixará de exibir o futebol e o 'Domingão do Faustão' (o segundo ainda não foi confirmado oficialmente). O SBT terá flashes ao vivo e no fim da tarde deve dar mais espaço ao processo.

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A Record colocará 200 profissionais para trabalhar em todo o país. Eles mostrarão como estão as manifestações por todo o país, além de exibir, é claro, como está a votação na Câmara. 

Oficialmente, o resultado do processo do #Impeachment começa a ser consagrado ainda na sexta-feira, 15, quando às 9 da manhã começam as falas. No domingo, apenas um microfone poderá ser utilizado. Os primeiros deputados a serem chamados são os do Sul, os últimos os do Norte. Ainda na sexta, líderes de legenda poderão defender a opinião de seus partidos, mostrando qual a orientação de cada sigla na votação que realmente vale. Isso funciona como uma prévia e já dará uma ideia do que acontecerá no domingo. 

Ninguém poderá ser interrompido em suas falas. O governo queria que os deputados fossem chamados para votar em ordem alfabética, mas isso não deve ocorrer.

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Um pedido para intervenção nessa parte do rito do impeachment chegou a ser enviada para o Supremo Tribunal Federal, mas foi rejeitada. 

Ainda na sexta, abrem os trabalhos da votação o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo e o relator do processo de impedimento. Cada um deles terá 25 minutos para expor seus argumentos. Depois todos os partidos terão uma hora para falar, indo da maior para a menor bancada. No sábado, todos os parlamentares que se inscreverem poderão discursar por três minutos. As falas começam às 11h. De acordo com um estatístico consultado pela Folha de São Paulo, as possibilidades do processo contra Dilma ser aprovado se todos os deputados irem à votação é de cerca de 72%.  #Lula #Dilma Rousseff