"Esse cara esteve comigo hoje. Como ele faz isso?" - essa frase teria sido dita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 17, segundos depois do deputado federal Tiririca, do PR de São Paulo, anunciar que era favorável ao prosseguimento do processo de impeachment, que aquela altura era votado pela Câmara. #Lula estava do lado da presidente da república Dilma Rousseff, como reportou a Folha de São Paulo nesta segunda-feira, 18. Os dois acompanhavam a votação no Palácio da Alvorada. 

Lula considerou uma traição o fato de Tiririca não apoiá-lo. Isso porque os dois teriam se encontrado horas antes do momento histórico que ocorreu na Câmara.

Publicidade
Publicidade

O deputado palhaço teria prometido votar contra o impeachment, mas na hora 'H' disse que votava pelo seu país e anunciou o seu "sim". Essa foi a primeira vez que o parlamentar apareceu para falar no microfone no Plenário em quase dois anos de seu atual mandato e mais quatro do primeiro. Ou seja, em seis anos na Câmara, Tiririca nunca tinha tido voz até então. 

O momento em que anunciou seu voto foi justamente aquele mias importante nos últimos anos para a política nacional. Antes de Lula ver Tiririca votando, ele teria dito para Dilma que o deputado seria favorável  à ela, mas recebeu uma negativa da líder petista, que estaria prevendo traições, que aconteceram. Ao todo 367 deputados foram favoráveis ao impeachment, 25 a mais do que o mínimo necessário para que o processo seja enviado ao Senado. 

Em um discurso realizado às 17h30 desta segunda no horário de Brasília, Rousseff disse que estava indignada com o resultado da votação, que o que estava havendo no Brasil era um golpe de estado, mas que conseguiria reverter a situação no Senado.

Publicidade

Por lá, diferente do que aconteceu na Câmara, ela tem um grande aliado, Renan Calheiros. Em entrevista, ele disse que a previsão do término da votação do impedimento é acabar em setembro deste ano e disse que não aceleraria ou procrastinaria algo tão importante. 

Antes do final, no entanto, o Senado deve realizar uma votação em até duas semanas para analisar se Dilma será ou não afastada do cargo de presidente. Para isso, são necessários 41 votos dos 80 disponíveis no Senado. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo