Nas últimas semanas, a presidente Dilma Rousseff entoou o discurso de que estaria havendo um golpe para que seu #Impeachment avançasse. Muita gente que viveu o período da ditadura ficou com medo até de que o golpe em questão, pudesse ter o apoio dos militares. No entanto, no que depender do general Eduardo Villas Boas, Comandante-geral do Exército, negou nesta terça-feira, 19, que isso vá realmente voltar a acontecer o país. Em um evento pela comemoração do Dia do Exército, ele abordou assuntos como a atual crise política brasileira e negou uma intervenção militar na tentativa de corrigir as coisas que andam mal.

“As Forças Armadas não existem para fiscalizar governo nem para derrubar governos", disse ele.

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De acordo com o general, o Exército existe para ajudar as instituições a realizarem seu trabalho, além de fazê-la encontrar um caminho de superação. Eduardo disse que apesar do clima político acirrado no país as instituições continuam funcionando. Ele ainda disse que o chamado "Golpe de 1964" foi um erro das Forças Armadas. Segundo Villas Bôas, antes do golpe, com governos democráticos, como o de Getúlio e Juscelino, o país cresceu muito mais do que sob o comando de militares. Segundo o general, o temor da guerra fria fez as Forças Armadas e o país perderem a coesão. 

Apesar de dizer que não pretende fazer qualquer intervenção armada do país, o general lembrou que hoje o Exército padece de investimentos do poder público, mas que mesmo assim tem realizado trabalhos essenciais para a garantia da soberania nacional, como fiscalizando as fronteiras.

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O período da ditadura começou no Brasil em 1964 e só terminou em 1985, quando aconteceu a primeira eleição, mesmo que indireta, para a presidência. Apenas em 1989 houve a primeira campanha eleitoral direta, vencida por Fernando Collor de Mello.

Pouco mais de dois anos depois de assumir o governo, Collor sofreu um processo de impeachment, que correu bem mais rápido que o de Dilma. Ele acabou renunciando ao cargo antes mesmo do Senado dar sua posição final sobre se ele deveria ser deposto ou não.  #Dilma Rousseff