Renato Antonio Bolsonaro, irmão do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), acabou se envolvendo em uma grande confusão dada com exclusividade nesta quinta-feira, 07, pelo 'SBT Brasil', telejornal exibido pelo SBT. O irmão menor famoso do parlamentar já foi candidato em um pequeno município do interior de São Paulo, Miracatu, mas prefere trabalhar todos os dias em uma de suas quatro lojas de móveis na mesma região onde tentou virar política. Ainda assim, teoricamente, ele teria tempo para trabalhar na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Pelo menos é o que acontece na teoria. Lotado no gabinete do deputado estadual André do Prado, do PR.

Publicidade
Publicidade

O que Renato Antonio faz? Segundo os autos da Alesp, ele seria uma espécie de assessor especial do deputado. Seria, porque na prática, Renato sequer vai trabalhar. 

Com um salário de R$ 17.555 por mês só da Alesp, Renato ainda tem os proventos de seus estabelecimentos. O assessor que não trabalha custa R$ 228 mil por ano, dinheiro que poderia ser utilizado para coisas mais uteis, como investimento em saúde e educação. A reportagem do 'SBT Brasil' acompanhou o dia a dia do irmão de Bolsonaro. Ele chega todos os dias para trabalhar cedo, mas em suas lojas. Por volta de 9h30 e vai almoçar ao meio dia. Às 14h30, ele voltar a bater ponto em seu estabelecimento, ficando por lá por mais três horas, deixando o local no fim da tarde. O que ele vai fazer depois, ir para a assembleia? Nada disso, vai para casa.

Publicidade

Nesta quinta-feira, o Diário Oficial de São Paulo publicou a exoneração de Ricardo do cargo de assessor. 

O deputado André do Prado não atendeu a reportagem do SBT e disse que estava muito ocupado. Em uma gravação com câmera escondida, Renato fala do irmão famoso e diz que ele vai conseguir se eleger para a presidência do Brasil. Em Brasília, Jair Bolsonaro negou saber dos fatos. "Pau nele para deixar de ser otário", disse o parlamentar sobre a atitude do assessor da Alesp. "Ele que se exploda", finalizou. Em nota, André disse que Renato trabalhava, já o assessor disse que a lei permitia que ele trabalhasse de qualquer município do estado e argumentou que pediu demissão para se candidatar ao cargo de prefeito em Miracatu.  #Governo #Crime