No último domingo, 17, todas as emissoras da TV aberta (exceto SBT) e várias TVs pagas, realizaram a cobertura das quase doze horas de votação do impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados. Como era ‘abundante’ o número de emissoras para acompanhar a votação, além de transmissão online, a audiência ficou bem dividida, ao contrário do que muita gente falou sobre índices históricos da TV Globo.

A emissora carioca seguia com a transmissão do #Impeachment na noite de domingo, enquanto Silvio exibia seu programa de entretenimento. Nesse embate, o SBT marcou 14,5 pontos e a TV Globo 14,9 pontos, o que para o cálculo da audiência é considerado empate técnico.

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Em alguns momentos, o SBT conseguiu liderar na audiência dominical. A TV Record, que também realizava a cobertura da votação dos mais de quinhentos deputados chegou momentos em que caiu para seis pontos de audiência.

Vale ressaltar que haviam pelo menos 10 emissoras transmitindo ininterruptamente a votação na Câmara, além de entradas jornalistas em alguns canais da TV Paga e a transmissão ao vivo pela internet. Apesar da divisão, a maior parte dos brasileiros puderam acompanhar, ainda que apenas uma parte, desse importante momento para a política nacional.

Imagens oficiais X imagens exclusivas

A maior parte das transmissões foram em parceria com a TV da Câmara, padronizando as imagens, mas também houve imagens exclusivas de outras emissoras de TV que acabaram por mostrar situações inusitadas.

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Dentre essas situações, foi possível ver o momento em que o deputado federal do PSOL, Jean Wyllys, não só cuspiu em Jair Bolsonaro, como avisou para outro parlamentar que o faria instantes antes.

Em sua defesa, Jean alegou que Bolsonaro o xingou de ‘queima-rosca’, ‘veado’ e ‘bolola’, tentando agarrar seu braço violentamente, mas as imagens provaram o contrário. Jair Bolsonaro comunicou em entrevista ao Extra que iria representar contra Jean no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar.

A punição para quebra de decoro varia de ‘censura oral’ até a cassação do mandato. Se o presidente do Conselho decidir pela cassação, o caso será colocado em votação secreta no plenário no prazo de até dois dias e após essa votação será possível saber se Jean permanece com seu mandato ou não.

Se não fossem as transmissões não oficiais de outras emissoras, a imprensa e cidadãos nunca teriam visto o que de fato aconteceu entre os dois parlamentares e acreditariam na versão de Jean. Segundo o socialista, se for processado por quebra de decoro, terá ‘dezenas’ de deputados que podem testemunhar a seu favor confirmando a sua versão, entretanto, as imagens podem complicar a versão de sua ‘numerosa’ defesa. #Câmara dos Deputados #Silvio Santos