Nesta segunda-feira, 25, pouco mais de uma semana da votação na Câmara dos deputados, o processo de #Impeachment contra a presidente da república Dilma Rousseff começou a ganhar forma no Senado. Isso porque a líder petista agora já sabe quem serão os nomes que vão avaliar o parecer da Câmara. Ao todo, 21 Senadores formarão a comissão. Desses, 15 são a favor, 5 contra e 1 não se decidiu sobre o voto pelo afastamento de Rousseff. O Senado solicitou que Dilma faça sua defesa. De acordo com o site Diário do Poder, o Palácio do Planalto já foi notificado sobre a decisão. Rousseff, no entanto, não é obrigada a se defender nessa fase do processo. No entanto, anteriormente existia a dúvida se a presidente teria a chance de fazer diligências ou providências antes da votação que gerará ou não seu afastamento. 

Para que o Senado aprove o afastamento de Dilma é necessário metade do quórum presente na votação, desde que o número mínimo de presentes seja 41.

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Se for menor, a votação é remarcada. Com isso, caso os 81 Senadores apareçam é necessário que pelo menos 41 deles decida pelo afastamento para que ele possa ocorrer. Passando, Dilma é afastada por 180 dias. Depois de aprovado o afastamento, a presidente agora sim tem 20 dias para apresentar uma defesa obrigatória. Ela pode fazer isso pessoalmente ou através de um advogado. Essa tarefa tem sido realizada pelo advogado-geral da união, José Eduardo Cardozo. 

O Senado então precisa se reunir novamente para votar. Agora a questão é se a líder petista será ou não deposta. Para que haja a deposição existe um número mínimo de 54 dos 81 Senadores votando. Nesse caso, não existe o quórum proporcional como no primeiro. Atualmente, segundo um infográfico realizado e atualizado diariamente pelo site do jornal 'O Estado de São Paulo', 50 Senadores são a favor do impeachment, 20 são contra e 11 ainda não se pronunciaram ou estão indecisos.

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Ou seja, para a oposição vencer essa questão terá ainda que conquistar 4 dos 11 votos. Durante o tempo entre a primeira e a segunda votação, Dilma já disse que pretende lutar contra o processo e que não renunciará, como aconteceu em 1992 com Fernando Collor de Mello.  #Lula #Dilma Rousseff