A crise política deixa muita gente com os ânimos quentes. Neste sábado, 30, o Senador Cristovam Buarque teve que conviver com manifestantes, que não gostaram da presença dele na livraria de um shopping. O congressista foi recebido aos gritos de "tchau querida" e de "traidor". O protesto ocorre depois de Buarque dá sinais de que pode "virar a casaca". Ele, que até então dava declarações que pareciam ser pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, agora diz que está indeciso, especialmente porque o processo da líder petista ainda está sendo analisado pelo Senado. Cristovam faz parte de um grupo de Senadores que tenta conseguir o adiantamento de novas eleições presidenciais.

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O grupo se reuniu recentemente para apresentar a proposta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria ficado muito animado com a proposta. 

Senador disse que nunca havia passado por coisa parecida

Buarque também ouviu que o "povo não aguenta mais o PT". Enquanto é hostilizado, o político eleito pelo PPS até tenta conversar com os manifestantes, argumentando sobre o porquê de suas declarações à imprensa, mas não conseguiu ser ouvida. Em entrevista ao Correio Braziliense, ele disse que a revolta do povo acaba fazendo com que ele não tenha outra alternativa, a não ser votar a favor do impeachment de Dilma.

Após o protesto, Cristovam tentou explicar que não sabe como votará no Senado. Ele diz que aprova o impeachment, mas ainda não ficou claro para ele por quais motivos seria dado o seu "sim".

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O congressista lembrou ainda que estão tentando dividir o Brasil, lembrando o episódio em que Brasília dividiu manifestantes pró e a favor o impeachment da presidente com um muro. Ele chamou esse processo de sectorização. A divisão foi para evitar confrontos e foi realizada no dia 17 de abril, quando a votação na Câmara dos deputados aprovou o prosseguimento do impedimento para o Senado. 

Ainda em entrevista ao 'Correiro Braziliense', ele disse que essa foi a primeira vez que passou por uma situação parecida com essa. Buarque lembrou que já até foi parado por alguns eleitores, mas que tudo tinha sido até então muito educado. 

Veja abaixo o vídeo da hostilização:

#Dilma Rousseff #Crise-de-governo