O Senador Ronaldo Caiado, eleito pelo Democratas de Goiás, usou a tribuna do Senado nesta quarta-feira, 27, para exibir sua tese de que a presidente Dilma Rousseff realmente cometeu crimes, especialmente os das pedaladas fiscais. Em seu discurso, ele acusa a líder petista de ter feito um "estelionato eleitoral" vendendo aos brasileiros um "céu de brigadeiro", insinuando assim que ela teria mentido para se reeleger. Ele ainda disse que esse "estelionato eleitoral" seria o pior da história, citando bandeiras da petista, como mais empregos, saúde e educação.

"Nós temos 284 desempregados a cada hora", citou ele lembrando das mais de dez milhões de pessoas sem emprego no país. 

Ronaldo Caiado ainda disse que Dilma realmente infringiu as regras da constituição brasileira, transformando os bancos públicos nos grandes culpados ao fazer empréstimos não previstos para os programas sociais.

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 O Senador citou funcionários rurais fantasmas, fato que só seriam utilizados para parar o país e travar a economia. Sobre as reclamações da oposição, ele foi claro: "esta achando que está acima da lei e quer se colocar assim porque teve voto". 

Caiado disse que Dilma usou a máquina pública para vencer as eleições e começou a exibir uma tabela que provaria que realmente mostra as pedaladas fiscais, começando antes do pleito que a reelegeu e indo até o mês de dezembro do ano passado. Ele disse ter dividido junto à sua assessoria como foram essas pedaladas mês a mês. Ele citou o mês de junho do ano passado, quando o governo devia quase 14 bilhões de reais ao Banco do Brasil por conta do repasse aos projetos sociais, lembrando que isso é proibido no país. "Ela não pode pegar dinheiro de um banco que ela é controladora e não pagar", disse ele. 

Veja abaixo o discurso do Senador:

De acordo com a maioria das previsões, a votação contra #Dilma Rousseff no Senado, que vai definir seu afastamento deve acontecer no dia 11 de maio.

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Para que ela seja afastada são necessários 41 dos 81 Senadores. Após isso, a petista é afastada por 180 dias.  #Impeachment #Crise-de-governo