Um coisa não deve colar na comissão do Senado que analisará o #Impeachment da presidente Dilma Rousseff, o discurso de que o processo de impedimento é um golpe. Em entrevista ao site 'Diário do Poder' em reportagem publicada nesta segunda-feira, 25, o Senador Raimundo Lira, eleito pelo PMDB da Paraíba e que deve presidir a comissão do Senado, disse que não há qualquer fragmento para dizer que o documento que é investigado pelos congressistas é um "golpe". Raimundo citou que o o processo segue o que está previsto na constituição brasileira e que o rito do impedimento foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele também disse, dessa vez em entrevista à Agência Brasil, que tem o apoio da oposição da base governista e também da oposição para ficar a frente do posto de presidente da Comissão.

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Segundo ele, os seis blocos que irão votar nessa etapa concordam com ele. O Senador também se disse muito tranquilo em realizar a função nesse momento tão importante do país. Ao 'Diário do Poder', o congressista anunciou quem deve ser seu relator, o Senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais. O mineiro foi chamado de homem respeitado, sério e experiente pelo provável presidente da comissão. Raimundo também lembrou que Anastasia é professor de direito constitucional e que deve exercer seu papel com eficiência. 

Nesta segunda, o anúncio deve ser realizado oficialmente. Os prazos a partir de agora também devem ser anunciados nos próximos dias. Existe a expectativa que a primeira grande votação no Senado, a que determinará o afastamento ou não da presidente, aconteça em até quinze dias.

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Para que Dilma seja afastada são necessários 41 votos ou metade dos Senadores que irem ao dia da votação, desde que também existam no mínimo 41 congressistas. 

A presidente sendo afastada terá 20 dias para realizar sua defesa. Já o Senado terá ao todo 180 dias para votar pela sua deposição ou não. Ela acontecendo antes do final deste ano, haverá a convocação de novas eleições presidenciais. A ideia é que essa seja realizada junto das municipais. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo