A coisa não anda fácil para a presidente da república Dilma Rousseff. Ela acaba de perder mais dois aliados, que dizer, agora ex-aliados, né? Nesta sexta-feira, 22, dois vice-líderes do governos anunciaram que sim, votarão pelo #Impeachment. São eles os Senadores Hélio José, do PMDB, do Distrito Federal, e Wellington Fagundes, Partido da República, do Mato Grosso. Os dois disseram isso na tribuna do Plenário. Até então, ambos tinham dito à imprensa que estavam indecisos sobre o processo de impedimento. É bom lembrar que Hélio e Wellington fazem parte do bloco governista. Com o anúncio dos Senadores, agora são 48 nomes que confirmaram que votarão pela abertura do impedimento da presidente. 

A próxima votação acontecerá no Senado, mas ainda não foi marcada.

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Nela, primeiro os senadores da comissão do impeachment vão decidir o mérito para que todo o plenário vote ou não a questão, assim como já havia acontecido na Câmara dos Deputados. Mesmo que haja uma negativa da comissão, o processo é lido e votado por todos os congressistas. Ao todo, 80 deles darão seu voto. Para que Rousseff seja afastada são necessários 41 votos, ou seja, metade mais um. Começa então o processo de investigação em si. A presidente sai do posto, mas continua desfrutando do Palácio da Alvorada e recebendo metade do valor de seu salário.

Ela tem vinte dias depois da votação pelo afastamento para se defender. Dilma pode fazer isso através do advogado-geral da união, José Eduardo Cardozo, ou pessoalmente. A partir daí o Senado tem bastante tempo para fazer uma análise do processo e da defesa.

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Da primeira à segunda votação geral podem demorar até 180 dias. Nessa segunda votação, a questão levada em consideração é se a presidente será ou não deposta. Ou seja, se ela será "demitida" do cargo. Para que isso ocorra é preciso dois terços dos Senadores, ou então, pelo menos 53 congressistas. 

Enquanto toda essa análise é feita, quem fica na presidência é o vice, no caso Michel Temer. A mudança do posicionamento dos vice-líderes do governo é um duro golpe na batalha de Rousseff, que agora parece ainda mais perdida. A presidente está nos Estados Unidos, onde dará entrevistas para jornalistas de todo o mundo falando sobre o seu processo de impeachment.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo