A mídia chegou a noticiar que o PSDB não faria parte do governo #Michel Temer, caso o impeachment da presidente da república Dilma Rousseff. No entanto, dois representantes da entidade negaram que isso realmente vá acontecer. Um deles é José Serra. De acordo com informações do blog 'O Antagonista' em reportagem publicada neste sábado, 23, ele disse que vai apoiar Temer, caso o vice-presidente peça apoio. Isso acontecerá, segundo Serra, caso o possível novo presidente do Brasil aceite algumas questões programáticas do PSDB. 

José disse ainda que esse apoio acontecendo, ele deve participar sim da administração, até mesmo como Ministro.

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"Seria bizarro o PSDB ajudar a fazer o #Impeachment de Dilma e depois, por cálculos oportunistas, lavar as mãos e fugir a suas responsabilidades com o país", avaliou o político que já tentou chegar ao posto mais importante da política, acabando perdendo para o Partido dos Trabalhadores. A última vez que o PSDB teve participação importante em um governo federal foi justamente no governo de Fernando Henrique Cardoso, presidente que se elegeu através da legenda. 

Quem também se pronunciou sobre possíveis acordos com Temer foi o Senador Aloysio Nunes. Ele enviou uma nova ao 'O Antagonista' sobre o assunto. De acordo com o líder partidário, o PSDB ajudou a patrocinar o impeachment da presidente Dilma, dando todos os votos possíveis na Câmara e que deve seguir a mesma iniciativa, agora que o assunto chegou ao Senado.

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Segundo Aloysio, os eleitores da legenda pediam que isso acontecesse, mas que não se pode sabotar o movimento construído pelo próprio partido, especialmente porque o governo de Temer sequer continuou, ou seja, não dá para dizer que não se fará parte de algo que nem começou. 

O tucano disse que não era hora do PSDB desperdiçar energia tentando impedir o governo do peemedebista, mas sim de linha de ação, deixando claro o que o partido quer de Temer, qual a linha de ação que é necessária para que haja apoio. Temer voltou à Brasília nessa semana quando virou presidente interino, já que Dima Rousseff decidiu viajar para o estado de Nova York, nos Estados Unidos, onde fez um discurso na Organização das Nações Unidas. A jornalistas estrangeiros, ela chegou a dizer que caso o processo de impeachment contra ela não tenha fim, que pode pedir sanções ao Brasil no Mercosul e na Unasul. É a primeira vez que um representante brasileiro do nível de Dilma pede sanções contra o Brasil.  #Dilma Rousseff