Um assunto mobiliza o Brasil nas últimas semanas: o #Impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não importa se você é a favor ou contra o processo da líder política, que agora está no Senado, certo mesmo é que você tem uma opinião e provável também que queira convencer o outro lado. Será mesmo? Dois recentes episódios provam que boa parte da população não quer diálogo. As cusparadas de Jean Wyllys e Zé de Abreu evidenciam um lado cruel do jogo político, a falta ou o cartão vermelho. Ambos usam como prerrogativas o fato de que o outro lado estaria sendo ofensivo. Mas demostraram ofensa parecida ou superior quando jogaram cuspe boca afora.

Não que Bolsonaro e pessoas que interrompam um momento íntimo de alguém mereçam ser aplaudidas.

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Não, elas não merecem. Mas qualquer argumentação ou reclamação acaba quando o cuspe é jogado para fora. É uma agressão forte. Se política fosse o 'BBB', talvez até gerasse uma expulsão. Nossas timelines estão recheadas de extremismos, de ambas as partes. É comum vermos usuários do Facebook xingando políticos e quem os apoiam de tudo quanto é nome. A pergunta é: pra quê? Será que alguém acha que vai ganhar no grito, ou pior, no cuspe ou no tapa. 

Reações como essa são dignas de tempos de ditadura, a qual a presidente quase diz que vai voltar caso ela seja retirada do poder. O discurso do "golpe" inflama as "torcidas", mas o jogo limpo virou raro e nessa bagunça toda ninguém está vendo o drible, as belas jogadas. E com isso o Brasil vai levando o seu pior 7 a 1. E não é daquele fatídico jogo com a Alemanha que estou falando, mas da população, que está levando uma verdadeira surra. 

Não dá mais para viver com uma nação dividida.

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É preciso continuar e acabar com o discurso do poder pelo poder. Do contrário, o amanhã parece se tornar mais nebuloso do que o agora e o que esperar quando já se vive dias ruins? O Brasil é um país rico em belezas e recursos naturais. Tem um povo que é capaz de levantar essa nação, mas não será com intolerância que isso ocorrerá. Mais paz, menos extremismos! #Dilma Rousseff #Crise