De acordo com informações de uma reportagem do 'Diário do Poder' publicada nesta terça-feira, 26, a presidente Dilma Rousseff, caso seja afastada pelo Senado durante o seu processo de #Impeachment, não poderá mais ser defendida pela Advocacia-Geral da União. O trabalho de advogado de defesa está sendo realizada por José Eduardo Cardozo, que é elogiado até mesmo pela oposição por conta de seu discurso na hora de tentar explicar que a líder petista não cometeu nenhum crime, o que seria a base legal do impeachment, indo além também do discurso do "golpe", visto por muitos como um "mantra" de marketing. 

A decisão até já foi analisada nesta terça pela Comissão do impeachment depois que o Senador Ricardo Ferraço, eleito pelo PSDB do Espírito Santo questionou a legalidade de Dilma estar sendo defendida por um órgão do governo, caso seja afastada.

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A reclamação dele foi acolhida e se o afastamento de Dilma for aprovado, a Advocacia Geral da União não poderá mais defender a petista. Com isso, José Eduardo Cardozo até poderia continuar no caso, mas desde que deixasse de fazer parte do órgão público. Com o afastamento, o vice Michel Temer assume a presidência enquanto Dilma é investigada, o que pode demorar, no máximo, 180 dias. 

o Senador Ricardo Ferraço vê a defesa da AGU de Dilma como algo que é incompatível ao que é público, o que não quer dizer que Rousseff não tenha direito ao contraditório. A lei garante isso e ela terá essa oportunidade, provavelmente com um profissional da justiça particular vinculado ao Partido dos Trabalhadores (PT), partido que elegeu a governante do país e que também já tinha eleito o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nesta terça, reuniu-se com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para discutir a possibilidade de novas eleições. 

De acordo com a Folha de São Paulo, Renan disse a Lula que apenas um plebiscito seria o caminho mais rápido para definir se haverá uma nova eleição.

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Esse poderia ser convocado em até 60 dias, mas só possibilitaria eleições no ano que vem. Michel Temer já tem se apropriado do discurso de Dilma e diz que novas eleições seria um "golpe".  #Dilma Rousseff #É Manchete!