Teori Zavascki, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) homologou nesta quinta-feira, 14, uma importante delação da Lava Jato. Como poderia se referir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a colaboração de Digo Ferreira, ex chefe de gabinete do Senador afastado Delcídio Amaral, foi ouvida sob os olhos da mais alta corte do país e não pelo juiz federal Sérgio Moro. Na delação de Ferreira, ele confirmou a suposta conversa entre a presidente da república Dilma Rousseff e Delcídio. Nela, a mulher que hoje luta contra um processo de #Impeachment (que teve o seu prosseguimento aprovado na Câmara dos deputados neste domingo, 17) teria informado que estaria tentando atrapalhar as investigações da Lava Jato. 

Tentativa de melar investigação

Para conseguir tal fato, de acordo com o delator, Dilma nomearia o advogado Marcelo Navarro para o STJ, o Supremo Tribunal de Justiça.

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Além de se proteger, Dilma faria a proteção de aliados, especialmente os donos de duas grandes empreiteiras do país, a Andrade Gutierrez e a Odebrecht. Delcídio já tinha dito a mesma história quando depôs para o Supremo Tribunal Federal. Sua delação foi homologada no mês passado. Além de Dilma, quem também teria participado do plano pala melar a maior investigação já realizada no país é o ex-Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o mesmo que nos últimos dias defendeu Rousseff na Câmara contra o impeachment. Atualmente, ele tem o cargo de advogado-geral da união. 

Amigo de Dilma na mira do STF

Outro que teve a vida mais complicada após o depoimento de Ferreira é o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva e de Maurício Bumbai, filho do empresário José Carlos Bumlai, flagrado em diversas fotos que mostram a intimidade dele com o companheiro político de Dilma.

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De acordo com o delator, os dois nomes teriam tentado impedido Nestor Cerveró a falar. O ex-diretor da Petrobrás teria sido coagido e até teria recebido altas quantias de dinheiro, como quando o advogado do ex-funcionário da maior empreiteira do país, Edson Ribeiro, teria recebido por Cerveró R$ 50 mil. Ao todo foram três entregas deste montante, todas ocorridas em São Paulo. O objetivo de Lula, segundo o delator, seria comprar o silêncio do delator. #Crise-de-governo