Na noite desta quinta-feira, 14, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu rejeitar uma apelação feita pelo PCdoB, que solicitou que a mais alta corte do país mudasse a forma da votação do impeachment no próximo, dia 17. O objetivo do partido aliado à presidente da república Dilma Rousseff é que a votação fosse em ordem alfabética e não indo do Norte para o Sul e vice-versa, como propôs o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. 

A maioria dos ministros entendeu que a decisão de Cunha era correta, pois seguia o regimento da Câmara. Ainda falta definir, no entanto, se as alternâncias serão realizadas por estado ou por deputados.

Publicidade
Publicidade

O Supremo ainda deve votar até o fim dessa noite ou na madrugada desta sexta-feira, 15, o pedido de apelação da advocacia geral da união, que entrou com um mandato de segurança contra  o processo, dizendo mais um vez que ele não estaria sendo baseado na constituição. A expectativa é para que haja a presença de José Eduardo Cardozo, que vem defendendo Dilma nas últimas semanas. 

A derrota, segundo interlocutores, foi tida como a última cartada do governo. Um representante da oposição chegou a dizer que agora o "chororô" havia acabado. O Movimento Brasil Livre (MBL) até fez uma montagem com a deputada Jandira Feghali, do PCdoB do Rio de Janeiro. Nela, a parlamentar aparece com uma grande lágrima nos olhos. 

Caso o Supremo não concorde com o parecer da advocacia-geral da união, os trabalhos voltam à sua normalidade na manhã desta sexta-feira, quando haverá mais uma vez tempo para a defesa de Rousseff e também para o relator da proposta do impedimento exporem mais uma vez seus argumentos e sua opinião.

Publicidade

O julgamento começou por volta das 18h e até o fechamento desta reportagem, às 22h35 no horário de Brasília, ainda estava longe de acabar. 

Informações de bastidores dão conta que o julgamento não será dividido em duas partes, ou seja, não importa quanto tempo demore, ele se perdurará. Isso acontece na tentativa de tentar evitar que o processo em si seja de alguma forma prejudicada. Todos os outros processos no STF precisaram deixar de ser analisados por conta desse julgamento, tido como histórico pelos próprios ministros. Gilmar Mendes, por exemplo, disse que o órgão da justiça não poderia se sobrepôr ao que é feito pelo poder legislativo, pois é isso que é estabelecido na constituição brasileira.  #Lula #Dilma Rousseff #Impeachment