O deputado Marcos Montes, eleito pelo PSD de Minas Gerais, tentará convencer o vice-presidente da república, Michel Temer, de tomar medidas que sejam a favor dos grandes latifundiários. Ele é o presidente da chamada Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e quer que Temer ajude a fazer mudanças na constituição, permitindo, por exemplo, que o Exército atua repreendendo o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), quando esse invadir alguma propriedade ou estiver envolvido em conflitos no campo. 

A primeira reunião sobre a proposta aconteceu nesta quarta-feira, 27, sendo reportada pelo site da revista Exame. Obviamente, caso aceite os argumentos do deputado, Temer poderia atuar melhor nessa questão apenas quando assumir a presidência.

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Isso só acontece se e quando o Senado votar pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff. A votação está prevista para acontecer no dia 11. Montes, inclusive, já teria se reunido com representantes das Forças Armadas, que o auxiliaram a encomendar um proposta mais embasada, que teria o intuito de conquistar a "paz no campo". 

O deputado disse ao site da Exame que a reunião com o Exército teve o objetivo de buscar entender qual a função da instituição na constituição e como os militares realmente podem atuar no campo. "Não são os fazendeiros e os produtores que vão entrar em luta corporal e armada com esses elementos desordeiros financiados pelo próprio governo", disse o deputado tentando embasar sua proposta. Ele ainda criticou #Dilma Rousseff, dizendo que ela está ajudando movimentos ilegais, que só pregam a desordem. 

O vice-presidente ainda não se posicionou sobre qual será sua atitude em relação à questão.

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De acordo com informações da Folha de São Paulo, a própria presidente estaria certa de que vai ser afastada. Por isso, estaria limpando as gavetas do governo, evitando que Temer possa fazer inaugurar projetos ou fazer boas ações que teriam sido organizadas por ela. Além disso, o objetivo seria fazer com que o vice não reclamasse de uma gestão desorganizada. Outros veículos de comunicação, no entanto, chegaram a publicar que Dilma deve dificultar ao máximo a transição.  #Impeachment