O deputado federal, eleito pelo PR de São Paulo, usou sua conta no Facebook nesta terça-feira, 19, para negar que ele tenha se encontrado em um hotel com o ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva um dia antes da votação na Câmara sobre o prosseguimento do #Impeachment. Na prática, Tiririca desmentiu o jornal Folha de São Paulo, que noticiou o suposto encontro. Também de acordo com o jornal, o ex-presidente teria ficado muito decepcionado com o voto de Tiririca, um dos 367 parlamentares que decidiu ser contra o governo. O voto dado por Tiririca no domingo, 17, veio do coração, disse o deputado através de sua página no Facebook. Seu partido, o Partido da República (PR) tinha orientado que seus nomes votassem contra o impedimento. 

Segundo o deputado que trabalha há anos como palhaço na televisão, ele não participa de reuniões que vão contra suas crenças e convicções.

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Em seguida, ele anunciou que seu voto partiu do coração, obedecendo aquilo que ele mais acredita. "Vim do povo, sou do povo e trabalho para o povo", disse o parlamentar em uma rede social. Não se sabe se a mensagem foi escrita por ele ou por algum de seus funcionários na Câmara. Ao assumir o cargo, o homem que teve mais de um milhão de votos em São Paulo chegou a ser acusado de ser analfabeto, mas depois acabou provando que sabia pelo menos escrever o nome. 

O recado de Tiririca acaba servindo de "detonação" para o ex-presidente, pois soa como crítica a atuação dele e de Dilma no governo, especialmente porque nem o deputado palhaço quer se unir a eles, alegando que os dois são contra suas convicções. No domingo, antes mesmo da votação na Câmara, o palhaço postou uma piada em sua rede social, citando um homem que recebe um vídeo de um amigo comprovando que sua mulher o está traindo com outro.

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O traído fica irritado e diz que não iria aceitar provas obtidas por meios ilegais, dizendo que aquilo era um "golpe" em seu casamento, uma clara referência ao mantra entoado pelos petistas e que faz lembrar os tempos de ditadura.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo