Os dias parecem cada vez ficarem mais nebulosos para a presidente Dilma Rousseff. Enquanto ela tenta resistir ao processo de #Impeachment, que agora está no Senado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autoriza a Polícia Federal a investigar sua chapa eleitoral, responsável pela sua reeleição em 2014. Com isso, caso os investigadores achem provas cabais, a chapa de Rousseff poderia até ser impugnada e ela e o seu vice-presidente, Michel Temer, perderiam o cargo. A autorização para a nova etapa do julgamento das eleições foi confirmada nesta quarta-feira, 20, pelo jornal O Globo. Segundo a publicação, a participação dos investigadores foi despachada nesta terça-feira, 19, pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, que é a relatora de quatro processos que pedem a cassação da chapa de Dilma e seu vice. 

Uma das ações contra Rousseff e Temer pede que haja uma perícia na contabilidade de algumas gráficas que imprimiram publicidade para o Partido dos Trabalhadores (PT).

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Uma delas é a Atitude, que já teve sigilo bancário quebrado há alguns meses, após o juiz federal Sérgio Moro fazer essa solicitação. Ele encabeça a Operação Lava Jato, que investiga o dinheiro de corrupção desviado da maior estatal brasileira, a Petrobrás. Além da Atitude, outras empresas serão investigadas pela Polícia Federal, como a Rede Seg Gráfica, a VTPB Ltda, dentre outras. 

Outra decisão importante que veio da Ministra do TSE é a autorização de que depoimentos feitos por executivos da Andrade Gutierrez possam ser utilizados na investigação da chapa eleitoral da petista. Novos depoimentos também podem ser solicitados e envolvendo nomes como o ex-gerente da Petrobrás, Pedro Barusco.  

Enquanto isso, a presidente Dilma viaja para o estado de NovaYork, nos Estados Unidos, onde nesta quinta-feira, 21, deve participar de uma reunião com a Organização das Nações Unidas (ONU).

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Ela deve aproveitar o encontro para voltar a dizer que está sofrendo um golpe de estado no Brasil e que não cometeu qualquer tipo de crime, especialmente o de responsabilidade fiscal, que baseia o processo de impeachment aprovado no domingo, 17, na Câmara dos deputados. Enquanto isso, Temer assumirá a presidência do Brasil.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo