A União de Nações Sul-Americanas, A Unasul, não quer endossar uma moção realizada pelo assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. A informação foi confirmada neste domingo, 24, pelo colunista do site da revista 'Veja' Reinaldo Azevedo. De acordo com o colunista, Marco Aurélio realizou uma trama nos bastidores da instituição, tentando fazer colar o discurso de que o #Impeachment era um golpe e esperando algum tipo de apoio da Unasul. O assessor de Dilma então teve uma reunião neste sábado, 23, com Ministros das relações exteriores dos países que foram a Unasul. O encontro aconteceu na cidade de Quito, no Equador. 

Os Ministros não aceitaram a moção apresentada por Marco Aurélio e acabou não tendo consenso a respeito do assunto.

Publicidade
Publicidade

Países como o Chile, Peru, Argentina, Colômbia e Paraguai, pelo menos por enquanto, não querem aprovar qualquer tipo de negativa ao que acontece ao Brasil. Esses países são considerados mais de direita, mas também tiveram nações mais voltadas à esquerda que não aprovaram qualquer tipo de sanção ao maior país do bloco da Unasul. Os presidentes do Peru, Ollanta Humala, e do Chile, Michelle Bachelet, refutaram esse tipo de iniciativa. 

Lembrando que um dia antes dessa reunião, na sexta-feira, 23, em viagem para discursar na Organização das Nações Unidas (ONU), a presidente Dilma se reuniu com um grupo de dez jornalistas de diversos veículos de comunicação internacional, nenhum deles brasileiro. Aos profissionais da mídia, ela anunciou que poderia vir a pedir sanções na Unasul e no Mercosul, caso o impeachment dela fosse levado a frente no Senado.

Publicidade

Na conversa, Rousseff ainda criticou os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem ela disse que não poderiam opinar sobre o que ela diz e sobre seus argumentos de defesa, pois seriam eles que no futuro, possivelmente, analisariam um recurso do seu processo de impeachment na mais alta corte do país. Um dos Ministros, Celso de Mello, chegou a chamar o discurso de golpe de "equívoco gravíssimo".  #PT #Dilma Rousseff