Um dos maiores blogs políticos do país, 'O Antagonista' publicou nesta terça-feira, 19, o prazo para que a presidente da república Dilma Rousseff seja afastada do poder. De acordo com a publicação, isso deve acontecer, em no máximo, dez dias. Ou seja, antes do fim de abril. Neste domingo, 17, a Câmara dos deputados votou por 367 votos que o prosseguimento do #Impeachment da petista deveria seguir ao Senado. O texto foi entregue a Renan Calheiros por Eduardo Cunha nesta segunda-feira, 18. Na próxima terça-feira, 26, acontece uma avaliação do calendário do rito do impedimento, que será feita pelo Senado e também pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Mas o que teria levado o processo a ser agilizado?

De acordo com 'O Antagonista', a aceleração da votação no Senado acontece devido a uma pressão de todos os lados, indo da imprensa, passando pela população e até de líderes políticos. Os principais nomes que estariam querendo acelerar o processo são o presidente em exercício do PMDB, Romero Jucá, além do líder da Câmara, Eduardo Cunha. Segundo o blog de política, mantido por ex-jornalistas da Veja, Renan Calheiros acertou com o vice-presidente do Brasil, Michel Temer, que vai acelerar o processo. No caso de afastamento de Dilma, Temer assume o principal cargo do país. Para que Dilma seja afastada são necessários 41 votos no Senado, 1 a mais do que a metade. 

Após a votação, começa a investigação do processo contra ela em si.

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Dilma tem mais 20 dias para se defender. Da votação inicial até a última, que decide se Rousseff será ou não deposta, podem ser levados até no máximo 180 dias, o que poderia levar o processo até outubro, impossibilitando que novas eleições fossem realizadas ainda neste ano. 

A ideia é que até junho tudo já tenha sido solucionado, mesmo que o processo contra Dilma não termine em deposição. Um grupo de senadores, inclusive, irá apresentar nessa semana uma proposta de emenda constitucional que avaliará justamente se poderia ou não ter uma nova eleição presidencial dois anos antes do previsto.  #PT #Dilma Rousseff