O deputado federal Waldir Maranhão, do PP do Maranhão, surpreendeu nesta sexta-feira, 15, quando anunciou que não votaria mais contra Dilma Rousseff. Ele agora passará a defender o governo do processo de impeachment. Waldir é vice-presidente da Câmara, primeiro substituto de Eduardo Cunha (PMDB - Rio de Janeiro). O voto foi mudado depois que Maranhão teve um encontro inusitado. Ele foi a um hotel luxuoso em Brasília, onde o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva está hospedado e articula o governo de sua aliada petista em um momento crítico. 

A mudança de voto foi comunicada ao Estadão, que faz uma contagem da votação do #Impeachment.

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De acordo com Maranhão, ele e outros doze deputados do PP mudariam seu voto. A mudança de comportamento aconteceu depois que o partido disse que votaria contra Dilma. Nenhum dos deputados explicou até agora o porquê da mudança repentina, faltando poucas horas para a votação que acontece neste domingo, 17.

Nesta manhã, antes mesmo de anunciar que havia trocado de lado, o grupo foi flagrado pelo movimento 'Nas Ruas'. Um vídeo mostra ele entrando no hotel onde está Lula. Uma das representantes do grupo que pede a deposição de Dilma, Carla Zambelli, discute com o vice-presidente da Câmara e o lembra que Eduardo Cunha caindo será ele a ficar a frente da Câmara dos deputados. A integrante do 'Nas Ruas' disse ainda que o parlamentar estaria sendo investigado pelo juiz federal Sérgio Moro, que apura a investigação Lava Jato.

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De fato, o deputado é um dos 32 eleitos pelo PP que estão sob o alvo da investigação. 

De acordo com informações do jornal carioca Extra, o gabinete do vice-presidente da Câmara disse que não sabia do vídeo que estava causando grande repercussão na internet. Um assessor teria ainda apontado a hipótese da visita de Maranhão ter sido feita em outro dia ao ex-presidente Lula. O representante do parlamentar disse que não havia conseguido falar com ele até o fechamento da reportagem do Extra. 

Até às 23h15 no horário de Brasília, o site do Estadão trazia da seguinte forma o placar do impeachment. 344 a favor, 133 contra, 11 indecisos e 25 que não responderam. Para que o processo siga ao Senado são necessários pelo menos 342 votos a favor do impedimento de Dilma.  #Dilma Rousseff