Já era domingo, 17, quando a deputada federal Jandira Feghali, eleita pelo PCdoB do Rio de Janeiro conseguiu ter acesso ao microfone da Câmara dos deputados. Com poucos minutos para falar, a apoiadora da presidente da república Dilma Rousseff não conseguiu sequer terminar seu argumento. Isso porque o tempo dela estourou e simplesmente o som do seu microfone foi cortado. Um dos deputados, que estava com acesso a outro microfone disse. "Muito obrigado, tchau, querida", chamando em seguida outro parlamentar para fazer seu discurso. 

O 'Tchau, Querida' é uma referência a uma interceptação telefônica captada pela polícia federal.

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Nela, a presidente Dilma liga para seu companheiro político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois falam sobre o termo de posse e ao se despedir, #Lula é carinhoso e diz a frase que é usada hoje contra a líder petista. A gravação teve autorização judicial e faz parte de um dos muitos episódios de investigação da Operação Lava Jato, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.

Os discursos na Câmara dos deputados tem previsão para acabarem quando o dia raiar, faltando poucas horas para a abertura da sessão que promete entrar para a história. A partir das 14h será aberto o pronunciamento do relator do impedimento de Dilma. Alguns líderes de partido falarão. A previsão é que o período de fala termine por volta das 17h, quando efetivamente acontecerá a votação pelo impedimento. Essa deve ter seu resultado revelado entre 20 e 21h.

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Veja abaixo o vídeo com o momento desconcertante:

Após o resultado, caso Dilma vença o protesto de deposição, nada acontece legalmente se falando. Se ela perder, a presidente continua no poder até o Senado Federal decidir se aceitará ou não o processo contra ela. A expectativa é que o anúncio dessa fase aconteça na primeira ou segunda semana de maio. Aceitando, o Senado dá 20 dias para que Dilma realize sua defesa. Após a defesa, acontece a votação que decidirá se ela é ou não afastada do poder. Sendo, o Senado terá até 180 dias para dar uma posição final, dizendo se ela será ou não deposta. Caso esses períodos máximos todos se cumpram, Dilma só deixaria efetivamente de ser presidente em outubro.  #Dilma Rousseff #Impeachment