Após a aprovação do impeachment e iminente queda do PT, teve apoiador do governo que escolheu se calar, mas teve uns que geraram polêmica. Zélia Duncan é uma dessas pessoas, que usou a sua coluna em 'O Globo' para demonstrar o seu 'conhecimento político' e expressar sua opinião sobre a votação do impeachment, do qual a mesma, já havia se declarado contra há algum tempo.

Os alvos de sua revolta foram apenas dois parlamentares: #Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro. Segundo Zélia, Cunha jamais poderia ter presidido a votação, o que, segundo ela, deveria ser ilegal, bem como exaltar ‘assassinos confessos’.

As palavras de Duncan são em referências as acusações de corrupção contra Cunha e a homenagem que Jair, vulgo Mito Bolsonaro, fez ao coronel Brilhante Ustra.

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Entendendo direito

Independente do destino de Eduardo Cunha, o ordenamento brasileiro trabalha com a presunção de inocência, logo, ser suspeito ou investigado, não é o bastante para considerar alguém culpado e condená-lo, pois isso feriria diversos princípios como o da ampla defesa, contraditório, legalidade, etc. Logo, ainda que existam acusações, Cunha não foi julgado e condenado e não pode ser tratado como tal, ainda que grande parte das pessoas se revoltem.

De tal forma, não haviam impedimentos políticos decididos legitimamente para que o deputado não se mantivesse na presidência da Câmara, logo, ainda que isso seja repudiável por algumas pessoas, Eduardo Cunha presidiu a votação da Câmara dentro da legalidade, não havendo o que contestar.

Homenagem

Já Jair Bolsonaro é um político que não possui meio termos: ou o amam ou o detestam.

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O deputado é conhecido por não ficar encima do muro e ter suas próprias opiniões, sem precisar depender da aprovação do partido ou de outros políticos para se pronunciar.

Na ocasião ele, como militar, fez uma homenagem à memória de outro militar, que ajudou a evitar que o Brasil se tornasse comunista e veio a óbito no ano passado aos 83 anos. Não ouve apologia à tortura ou a ditadura, como foi dito ao longo da semana, apenas a liberdade de expressão exercida por um cidadão legalmente amparado pela Carta Magna brasileira: ‘Em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o terror da Dilma Rousseff, meu voto é sim’. Da mesma forma que esquerdistas realizaram suas homenagens aos conhecidos e perigosos Marighella e Lamarca. Já estes, por sua vez, não geraram indignação popular após a votação do impeachment.

A referência a Dilma é por conta da mesma ter aderido à guerra armada durante a ditadura militar, fazendo parte de um grupo considerado perigoso e sendo presa.

Zélia, desconhecendo esses fatos também exerceu o seu direito à liberdade de expressão, entretanto, acabou pegando pesado nas palavras finais e por isso, gerou revolta em milhares de internautas pelo Brasil.

O que você acha dessa situação? Deixe a sua opinião com um comentário. #Viral #Câmara dos Deputados