A cantora e colunista do 'O Globo', Zelia Duncan, gerou grande polêmica em sua última publicação. Duncan escreveu um artigo nostálgico sobre sua vida quando criança, futebol, ditadura militar, sua entrada na música, entre outras coisas e tudo não passaria de mais um artigo se seu raciocínio não tivesse desferido criticas pesadas à dois parlamentares brasileiros.

Zélia opinou que Eduardo Cunha nunca deveria ter presidido a votação do impeachment de Dilma Rousseff, em referências as acusações que o deputado está envolvido, bem como considera que, segundo sua conclusão, 'exaltar um assassino confesso deveria ser crime'. Está foi uma referência à homenagem prestada por Jair Bolsonaro, deputado e militar, para outro militar, Brilhante Ustra, que lutou e ajudou impedir que o comunismo fosse instaurado no Brasil no começo da década de 60, durante a ditadura militar.

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Além disso, a coluna também possui um pensamento que tem dado o que falar em grupos e páginas de direita: '... Não estarmos juntos pra 'cuspir' na desumanidade de 'quem evoca' orgulhosamente o nome de 'um torturador' criminoso, numa votação dentro de um Congresso Nacional 'é inacreditável'. Bastou essas palavras para que a cantora voltasse a ser notícia, mas não por um novo álbum ou música de sucesso, mas sim pelas trágicas palavras em um momento tão delicado.

Tal frase fez com que muitos internautas, apoiadores ou não de Jair Bolsonaro, usassem as redes sociais para concluir que a colunista estaria apoiando e até fazendo apologia à conduta de seu amigo Jean Wyllys no último domingo, 17. Atitude que ainda poderá custar a cassação de seu mandato como deputado federal.

Vale salientar que apesar da referência de Zélia ter sido à uma votação dentro do 'Congresso Nacional', a votação em questão ocorreu na Câmara dos Deputados e o Congresso é onde ficam os senadores.

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O episódio do cuspe

Jean Wyllys, deputado eleito pelo partido socialista, emitiu o seu voto contra o #Impeachment e antes de ir embora, direcionou-se ao deputado federal do PSC (Partido Social Cristão), Jair Bolsonaro, e cuspiu no colega, virando-se e evadindo-se do local em seguida.

Para defender-se Jean publicou em seu Facebook que foi ofendido com palavras homofóbicas e que a vitima teria tentado segurar seu braço violentamente. Entretanto, minutos depois a Record News divulgou imagens que mostravam Jean premeditando o 'cuspe' e avisando que o faria. Outras imagens que correm pela mídia televisiva e digital, mostram quando ele cospe no deputado, que não estava perto do mesmo.

O PSC irá representar contra o socialista, que após analise do presidente do Conselho de Ética da Câmara, pode até ser cassado. Atualmente existe um abaixo-assinado na #Internet com mais de cem mil assinaturas pedindo a cassação de Jean. Meios de comunicação, anônimos e formadores de opinião repudiaram a conduta indecorosa do parlamentar.

Para compreender melhor o ocorrido e ver os vídeos, clique aqui. #Viral