Embaixadores brasileiros ao redor do mundo receberam um pedido especial enviado pelo Ministro das Relações Exteriores, José Serra. Nesta terça-feira, 24, um documento em formato de circular foi enviado aos diplomatas. Nele, fica instruída como deve ser a postura das embaixadas na hora de dialogar sobre o impeachment que acontece com a presidente afastada Dilma Rousseff. De acordo com a 'Folha de São Paulo', tal circular tem o objetivo de "combater ativamente" o discurso de que existe um "golpe parlamentar" em curso no Brasil. 

Segundo o documento enviado pelo gabinete de José Serra, do PSDB, membros da sociedade civil, acadêmicos, a imprensa e alguns representantes da dirigência internacional brasileira têm dado informações erradas sobre o processo de impeachment de Dilma.

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Para evitar a "má" informação, a circular explica como funciona o impedimento do presidente da república na Constituição brasileira. Em seguida, os embaixadores são solicitados a atacar com veemência qualquer tipo de informação errada ou discurso que não seja o chamado oficial enviado pelo Ministério. 

O texto ainda traz trechos de declarações de países bolivarianos, como Venezuela e Bolívia, que rechaçaram o governo do presidente em exercício Michel Temer, que sucede Dilma até que o Senado faça a votação que decidirá se a petista será ou não deposta. A circular evidencia que tais trechos são sem qualquer fundamento jurídico, além de dizer que tal atitude é inadmissível, pois todo o processo contra Rousseff está não só baseado nas leis, como também teve seu rito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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A 'Folha de São Paulo' disse que procurou o Itamaraty para pedir um comentário sobre o atual pedido. No entanto, o órgão disse que não falaria sobre as novas instruções.

Lembrando que no mês passado, um funcionário do Itamaraty chegou a enviar comunicados para embaixadas de todo o mundo mandando que essas procurassem órgãos locais e expressarem que existia um "golpe" no Brasil. Minutos depois do envio, um novo comunicado foi enviado anulando o primeiro.  #Governo #Michel Temer