O presidente em exercício Michel Temer não só apoiou como passou por ele toda a comunicação externa brasileira contra o discurso do "golpe" pregado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com o jornal 'O Estado de São Paulo' em reportagem publicada nesta quinta-feira, 26, o peemedebista aceitou as medidas impostas pelo Ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB). Em nota, ele criticou falas da Venezuela e de outros países da América do Sul, conhecidos pela forte política conhecida como "bolivariana".

A União das Nações Sul-Americanas, a Unasul, também recebeu críticas, especialmente no que tange comentários expressos por Ernesto Samper, secretário-geral da entidade.

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As notas com autorização de Temer pegaram muita gente de surpresa. A presidente afastada Dilma Rousseff tenta o apoio desses países e da Unasul (também tentou no Mercosul) para se manter no poder. A petista, inclusive, realizou críticas aos comentários, relatando que para ela a atitude do Itamaraty só queria apagar o discurso da verdade. 

O Itamaraty também enviou comunicados recentes, nos quais explica-se aos embaixadores como o processo de impeachment deve ser tratado. No texto, os diplomatas são orientados a corrigirem, sempre que necessário, a imprensa, organizações ou personalidades que digam que existe um "golpe parlamentar" no Brasil, argumentando que a expressão "golpe" seria apenas uma propaganda de Dilma e seu partido para tentar se defender de um processo legítimo, baseado no crime de responsabilidade. 

O comunicado também faz um "resumão" do processo e o que irá acontecer daqui para frente, deixando claro informações oficiais.

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O discurso do "golpe" acabou não rendendo tanto quanto Rousseff esperava. Até mesmo os países de linha esquerda não se movimentaram tanto no sentido de defendê-la. A Venezuela, por exemplo, passa por uma enorme crise, na qual o presidente Maduro corre risco de ser deposto. A maior inflação do mundo, a escassez de remédios e alimentos, além da repressão estão nas pautas das reclamações dos venezuelanos.  #Michel Temer