O caso da adolescente de 16 anos que teve um vídeo, no qual 33 homens cometem estupro coletivo, amplamente divulgado na #Internet, chamou a atenção do Brasil e do mundo não só sobre a cultura do estupro, mas também pela sensação de impunidade das vítimas e a falta de punição aos culpados. Passados quase sete dias da divulgação do vídeo do estupro coletivo, nenhum dos suspeitos do #Crime foi preso. A jovem falou sobre a sensação de impunidade durante entrevista ao Fantástico, da Rede Globo

Recentemente, um outro caso desse tipo de #Violência, também ocorrido no Rio de Janeiro, terminou de forma trágica: uma jovem de 23 anos se matou depois de ser abusada por um colega de faculdade.

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O motivo teria sido a falta de punição do culpado e o forte abalo psicológico sofrido pela vítima após o crime. O caso aconteceu no ano de 2013, em uma universidade do Rio de Janeiro. Segundo familiares da vítima, ela denunciou o crime em uma delegacia, porém, nada foi feito e o abusador jamais foi punido pelo abuso.

Recentemente, uma pesquisa divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que, no Brasil, uma mulher é vítima de estupro a cada 11 minutos. Ainda segundo os dados do estudo, esse número pode ser ainda maior, levando-se em conta que, em grande parte dos casos, a vítima sequer chega a registrar Boletim de Ocorrência por medo de ser humilhada e se expor. Nesse caso, o número de vítimas subiria assustadoramente, para um estupro por minuto. A cultura machista do Brasil, onde os homens se sentem no direito de ferir uma mulher, seria a grande culpada desses números alarmantes.

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Vídeo de 33 homens em estupro coletivo

A ampla divulgação do vídeo de 33 homens durante o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, no Rio de Janeiro, reforça a conclusão dos estudos. Pela internet, não são raros os comentários de que a garota foi violentada porque se envolveu com a pessoa errada ou até mesmo permitiu os abusos por parte dos suspeitos.

Até o momento, apenas quatro suspeitos de divulgar e participar do vídeo do estupro coletivo no Rio de Janeiro foram ouvidos na delegacia especializada.