O delegado Alessandro Thiers, que comanda a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) pode ser retirado de um caso que chocou o Brasil e o mundo. Ele é o titular da investigação do caso da menina que teria sido estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. Em entrevista ao El País neste sábado, 28, a advogada da adolescente, Samy, conhecida por defender movimentos sociais, acusou o delegado de machismo porque esse questionou se a garota tinha por hábito fazer sexo em grupo. A falta de prisões também tem irritado a defesa.

Ao RJTV 1ª Edição, da TV Globo, a advogada disse ainda que a menina se sente incomodada por ter muitos homens na polícia.

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Ela ainda criticou o fato de um dos suspeitos, Raí, não ter sido preso. Ele confessou que gravou um vídeo com a menina e divulgou as imagens. "Pelo estatuto da Criança e do adolescente, divulgar esse tipo de imagem na internet é #Crime, pois envolve menor de 18 anos", disse ela à reportagem. 

Também ao telejornal local da Globo, uma representante dos Direitos Humanos disse que a conduta do deputado, caso confirmada, seria realmente um reflexo do preconceito na sociedade. "Isso causa um constrangimento muito grande à vítima", disse a entrevistada ao vivo. 

Em uma coletiva de imprensa, responsáveis pelo caso disseram que é preciso ter muita cautela. A primeira coisa a se fazer é ter dados concretos antes de solicitar qualquer prisão. A garota passou pelo Instituto Médico Legal (IML), onde passou por uma perícia.

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A adolescente também passou por exames ginecológicos em um hospital do Rio de Janeiro. 

Nas redes sociais, os brasileiros se mobilizaram em torno do caso. O assunto repercutiu em todo o mundo, que ficou perplexo ao saber do abuso. A campanha pelo fim da "cultura do estupro" dominou o Facebook. Homens e mulheres defenderam a vítima e pediram por uma solução do caso. Em depoimento, o ex-namorado da jovem disse que não estava com ela na noite do crime. A informação foi confirmada pela garota, que revelou não conhecer os criminosos.  #É Manchete!