Na noite desta terça-feira, 03, a Folha de São Paulo confirmou que a Procuradoria Geral da República através de Rodrigo Janot solicitou que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra uma investigação específica contra a presidente da república Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da união, José Eduardo Cardozo (ex-Ministro da Justiça), que defende a líder petista do processo de impeachment (já na comissão do Senado). Os motivos para o pedido são de que há indícios de que os três tenham tentado obstruir os trabalhos da Lava Jato, maior investigação já realizada no Brasil, que apura os crimes de desvio de dinheiro da Petrobrás. 

A solicitação do procurador geral da república ainda não pode ser vista no site do Supremo.

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No entanto, o pedido dele será analisado pelo Ministro do STF Teori Zavacki. Ele pode autorizar ou negar a investigação contra os três. A apuração precisa ser autoriza porque Dilma e Cardozo tem foro privilegiado, enquanto #Lula recebeu recentemente um ganho de causa, no qual as investigações contra ele na Lava Jato só podem ter suas etapas autorizadas através do STF. A Folha de São Paulo disse que procurou José Eduardo Cardozo, que até a última atualização da reportagem, por volta das 23h15 no horário de Brasília, ainda não havia se pronunciado.

Contou para o pedido de Janot a delação do Senador Delcídio do Amaral, atualmente sem partido e que foi o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado. Além disso, o fato de Dilma ter nomeado Lula como Ministro da Casa Civil dias depois do Ministério Público de São Paulo ter pedido sua prisão preventiva também será analisado.

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O PT disse que a nomeação de Lula já era pensada antes do pedido, mas ele acabou não conseguindo assumir a pasta por muito tempo. Sua posse durou pouco mais de uma hora. 

Em seus perfis oficiais na internet, nem Lula, tampouco Dilma haviam se pronunciado sobre a decisão de Janot. Mais cedo, em um evento, Rousseff disse mais uma vez que não renunciaria jamais. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo