E a credibilidade do Brasil no exterior continua indo ladeira abaixo. Nesta quinta-feira, 05, uma das maiores agências de classificação de risco na hora de investir, a Fitch, avaliou que a cada dia o Brasil fica mais "caloteiro" e que as chances disso aumentar estão maiores. A agência anunciou mais um rebaixamento da nova do Brasil no quesito conhecido popularmente como "selo" de "bom pagador". Agora o Brasil saiu da nota "BB+" para apenas "BB". Ao todo, a Fitch possui 21 classificações para se investir em um país. De todas, o Brasil aparece na que seria de número 12, já caminhando para o fim da lista, o que não é bom. 

O rebaixamento deixou o país dois graus abaixo do selo de bom pagador, o que faz com que a nação não tenha mais o chamado grau de investimento.

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Entre os argumentos utilizados pela agência internacional está o fato da economia ter caído mais do que o esperado e que o governo federal da presidente Dilma Rousseff não promove o equilíbrio das contas públicas. A situação do país é tão ruim que só de dívidas no exterior, o Brasil deve ter um valor tão alto, que chegará a 80% do seu produto interno bruto (PT) de um ano inteiro. Ou seja, precisaria pegar quase todo o faturamento do país para pagar o que se deve. E faturamento é bem diferente de lucro, ou seja, a dívida demorá anos para ser paga. 

A Fitch criticou ainda as inúmeras mudanças realizadas no governo da presidente petista, dizendo que esse tipo de manobra acaba com a credibilidade fiscal. A agência ainda disse que o governo foi um fracasso na hora de tentar estabilizar as coisas.

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A última vez que a agência diminuiu a credibilidade de investimento do país foi em dezembro do ano passado. Ou seja, em apenas seis meses o país caiu mais uma posição. 

É como se o país tivesse andado para trás, antes mesmo da presidente Dilma assumir seu primeiro mandato, em 2010. A última vez que o país teve patamar tão baixo foi no fim do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. A agência prevê que o PIB do Brasil cairá em 2016 quase 4% (3,8%). Antes, a previsão era de queda de 2,5%. As perspectivas de crescimento no futuro também foram bem ruins. Era de aumento do PIB em 1,2% em 2017 e caiu para 0,5%, praticamente no zero a zero.  #É Manchete! #Crise-de-governo