A abertura da Virada Cultural, realizada na cidade de São Paulo, ficou por conta de Ney Matogrosso. Em seguida quem assumiu o evento foi Alcione, que aproveitou o momento para elogiar Dilma e dar uma "bronca" em Temer.

A apresentação da cantora, no bairro da Luz, foi aberta com "Juízo Final". Entre uma música e outra, Alcione, a famosa “Marrom”, falou sobre o Ministério da Cultura. Ela disse que ficou sabendo que ele voltou a existir e lembrou que não deveria nem ter acabado. Segundo Alcione, o Brasil tem grande diversidade cultural e não poderia ficar sem ele.

O desastre de Mariana - MG também foi lembrado por Alcione durante seu discurso.

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Marrom não poupou críticas à mineradora Samarco, pertencente à Vale, que é responsável pela barragem que rompeu na cidade, acabando com o distrito de Bento Gonçalves, matando pessoas e tornando-se um enorme desastre ambiental.

"Como uma empresa dessa pode ficar sem punição?”, perguntou a cantora durante o seu discurso. Ela lembrou que o foco da empresa é apenas tirar minério da “nossa terra” e disse que resolveu falar sobre eles especificamente após a música “Juízo Final” “para essa maldade desaparecer".

Depois de reclamar sobre o Ministério da Cultura, que só voltou a existir depois de muito protesto, ela voltou a mandar recado para #Michel Temer, o presidente em exercício, e reclamou sobre a falta de mulheres e negros nos ministérios do atual #Governo.

Alcione contou que gostaria de ter ido aos protestos, pois gosta muito de Dilma.

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Falou que só não foi porque teve problemas de saúde.

A esposa de Temer, indiretamente, também foi citada durante o show. Antes de começar a cantar o sucesso “Sufoco”, Marrom brincou com a plateia feminina, dizendo que elas eram umas “pestes mesmo, nem recatadas nem do lar".

A região da estação Júlio Prestes ficou lotada de admiradores da cantora, que cantaram e dançaram embalados no vozeirão de Alcione.

Antes de se despedir, ela contou que vai gravar a música "A Pérola e o Rubi" em seu próximo DVD. A música é famosa na voz de Cauby Peixoto. #Dilma Rousseff