A presidente Dilma Rousseff conta a cada dia com menos aliados. Até esta quarta-feira, 11, dia em que é votado o seu afastamento no Senado, novos nomes ainda mudavam de opinião, quase sempre sendo novos contrários ao governo da petista. Nas primeiras horas no Senado, o governo bem que tentou através de "questões de ordem" procrastinar a sessão presidida por Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, mas não teve jeito. Ele manteve a decisão de manter a votação para o dia agendado. Já a hora de início não cumpriu com o esperado, começando com duas horas de atraso. Dentre os que atacavam Dilma, um nome surpreendeu muita gente, o do Senador do Partido da República pelo Mato Grosso, Blairo Maggi.

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Até pouco tempo, ele era um líder favorável à Rousseff, mas as propostas para ir ocupar o Ministério da Agricultura do governo Temer o fez mudar de lado.  "Ela colhe aquilo que plantou", desabafou o Senador.

Segundo Maggi, ele tem cobrado um mudança de postura da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva desde que houve a reeleição, mas que Dilma não tem ouvido. A falta de diálogo, segundo o Senador também teria esparrado no empresariado e na turma que faz parte do seu conselho. Maggi revelou que disse para a petista que os rumos que ela estava escolhendo não eram os corretos, que ela estava no caminho que poderia levar o país para o lado errado, mas que não foi ouvido. Até mesmo Senadores do Partido dos Trabalhadores (PT) chegaram a fazer pronunciamentos no qual colocaram esse erro da líder política, mas que rejeição não era suficiente para que o #Impeachment fosse realizado.

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Desde a redemocratização do país, na década de 1980, essa é a segunda vez que um presidente da república passa por um processo de impedimento. O primeiro foi justamente aquele que inaugurou a primeira eleição direta, Fernando Collor de Mello, que renunciou antes que o impeachment fosse concluído. Dilma nega que vá renunciar e decidiu continuar até o fim tentando se manter no poder, o que pode demorar até seis meses (o Senado tem no máximo 180 dias para fazer uma nova votação, cuja pauta é a deposição de Rousseff). #Dilma Rousseff