Na manhã desta quinta-feira, 05, o deputado federal Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro, publicou em seu Facebook uma manifestação em apoio ao uso e a liberação da maconha em todo o país. A publicação é feita dias depois dele ter cuspido no também parlamentar Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro. O cuspe aconteceu no dia 17 de abril, quando foi feita a votação do #Impeachment contra a presidente #Dilma Rousseff na Câmara dos deputados. Segundo Jean, antes dele ser cuspido, Bolsonaro fez comentários homofóbicos contra ele. Jair nega o xingamento. O filho de Bolsonaro, também deputado, também foi flagrado cuspindo em Jean. 

A nova polêmica, a das drogas, teve um longo depoimento de Jean no Facebook.

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Segundo ele, a liberação da maconha está cercada de preconceitos na sociedade. De acordo com Wyllys, todas as drogas possibilitam uso "recreativo" ou "problemático", possibilitando, por exemplo, que um motorista dirija alcoolizado e provoque acidentes ou mortes nas ruas. Ele lembra que a maioria das pessoas bebem, mas nem por isso elas saem bêbadas.

A informação de Jean contrasta com dados de setores de segurança, como o do Rio de Janeiro. O estado foi um dos primeiros a começar com a campanha da 'Lei Seca', que verifica se motoristas estão dirigindo sob o efeito do álcool. Desde que a campanha começou, o número de acidentes diminuiu de forma relevante. Para Jean, liberar a maconha seria uma maneira de proteger a liberdade individual do ser humano, além disso, ele cita que a planta que gera a droga também tem propriedades medicinais, o que seria bom ou até essencial para a manutenção da saúde e da vida de muitos brasileiros. 

Jean convocou seus seguidores para que se reúnam em duas grandes manifestações pela liberação da droga.

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O protesto acontecerá no dia 07 de maio, no Rio de Janeiro. De acordo com uma cartaz divulgado pelo deputado, a manifestação sairá às 14h20 do Jardim do Alah e irá até o Arpoador, o que deve acontecer por volta das 16h. A convocação gerou críticas de muitos seguidores do parlamentar, que argumentam que o melhor seria proibir o que já é lícito e não tornar o que é ilícito permitido.