Gleisi Hoffmann, Senadora do Partido dos Trabalhadores (PT) pelo Paraná é considerada um dos braços da presidente da república Dilma Rousseff. Ela ocupou o cargo de Ministra da Casa Civil ainda no primeiro mandato da petista e tem tido posição revelante na Comissão do #Impeachment. Ela tentou o quanto pode adiar ou até cancelar o impedimento, sendo um dos cinco votos contrários ao relatório de Antônio Anastasia (PSDB - MG). Os outros 15 votos possíveis foram favoráveis à questão. Considerada da bancada do "mimimi', justamente por interromper diversas vezes os debates, Gleisi agora tem questões pessoais preocupantes para ocupar seu tempo.

Neste sábado, 07, de acordo com informações do G1, o procurador Geral da República, Rodrigo Janot, fez uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Gleisi, seu marido e um empresário ligado ao casal.

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O marido de Hoffmann é Paulo Bernardo, ex-Ministro do governo de Rousseff. Eles são acusados de corrupção passiva durante a campanha eleitoral de 2010, quando Gleisi tentava se candidatar pela primeira vez ao cargo de Senadora. Ela acabou vencendo e ainda exerce o primeiro mandato (No Senado, diferente de outros cargos políticos, o mandato dura oito anos). O dinheiro utilizado para a campanha de Gleisi, segundo indícios encontrados por Janot, teria sido retirado da corrupção da Petrobrás. 

A corrupção da maior estatal brasileira é investigada na Lava Jato, operação comandada pelo juiz federal Sérgio Moro. A investigação de Gleisi se aberta será  mais uma contra o Partido dos Trabalhadores. A legenda deve terminar o ano com um enorme estigma de crimes. Alguns comprovados, outros ainda em fase de investigação.

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O comentário do momento é que isso só prejudica mais a vida de Dilma em se manter no poder.

Ela perderá ainda mais força entre os Senadores, especialmente para a futura decisão da deposição, quando são necessários pelo menos 54 Senadores para retirar a petista do poder. Atualmente, a oposição diz ter entre 52 e 57 votos. Ao todo, 81 Congressistas podem votar tanto o afastamento (que será votado no dia 11), quanto a deposição (em data a ser marcada após a confirmação do afastamento). #Lula #Dilma Rousseff