Neste domingo, 29, os principais programas jornalísticos da televisão dedicaram grande espaço ao estupro coletivo de uma menina por 33 homens no Rio de Janeiro. A adolescente, cujo nome a polícia solicitou que não seja divulgado, conversou com as três maiores redes de televisão do país. A garota deu exclusivas para o 'Fantástico', da TV Globo, 'Domingo Espetacular', da TV Record, e para o jornalista Roberto Cabrini, que apresenta o 'Conexão Repórter', no SBT. Este último anunciou em sua página que visitou a casa onde o #Crime violento teria acontecido. As principais perguntas em torno do estupro seriam desvendadas na reportagem. 

Além dos canais de televisão, a jovem havia conversado com diversos jornais.

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O jornal 'O Globo', por exemplo. Parte da conversa com Roberto Cabrini já havia sido exibida na sexta-feira, 27, pelo 'SBT Brasil'. "Eu contei. Foram 33", disse a garota ao ser questionada como tinha certeza da quantidade de homens que a violaram. As entrevistas provocaram debate na internet. Isso porque se trata de uma vítima menor de idade, a qual estaria fragilizada com tudo o que aconteceu. Na conversa, ela deu detalhes do crime.

Outro ponto fez muita gente questionar a vítima. Isso porque a então advogada da garota, Eloísa Samy, chamou o então delegado titular do caso, Alessandro Thiers, de machista. A acusação gira em torno de uma pergunta feita pelo profissional. Ele quis saber se a menor de idade já teria feito sexo em grupo antes e se reconhecia algum dos estupradores. O delegado foi afastado do caso.

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Neste domingo, a família da menina também afastou a advogada, que foi dispensada da defesa. 

O crime contra a menina chamou a atenção não só do Brasil, mas de todo planeta, virando assunto principal nas principais rodas de conversa em todo país. Nas redes sociais, muita gente começou a defender o fim da cultura de estupro, quando a vítima acaba sendo culpada pelo estupro coletivo. A defesa ocorreu porque a jovem frequentava bailes funks e aparece em fotos polêmicas na internet.