Após o ato no Rio de Janeiro, que foi apoiado por um deputado do PSOL (Partido Socialista), vários artistas anônimos invadiram o prédio da Funarte em Belo Horizonte.

O motivo alegado pelos invasores é protestar contra o #Governo de #Michel Temer e mostrar apoio à presidente afastada, Dilma Rousseff. Também não aceitam o fim do Ministério da Cultura, pois acreditam que isso irá prejudica-los.

Apesar dos invasores pedirem a volta do MinC, Pedro Martins, participante do evento afirma que o fato de Michel Temer, eventualmente, recuar, não fará com que eles desocupem o local, pois o que o grupo busca na verdade, não é a volta do ministério da Cultura, mas a volta de Dilma Rousseff como presidente da república.

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Dilma tem chances de voltar?

De acordo com a lei do #Impeachment, a presidente afastada tem direito à ampla defesa e será julgada, podendo retornar ao cargo de presidentes em dois casos: absolvição das acusações do pedido do impeachment ou falta de decisão sobre o seu caso no período de seis meses. Nessa segunda opção, o retorno não é definitivo, pois a decisão final pode ser proferida com sentença condenatória.

Tirando as possibilidades previstas em lei, na prática, o retorno de Dilma é tão difícil quanto anular a vitória da Alemanha na Copa 2014. Há provas sobre as maiores pedaladas fiscais da história do Brasil e a votação final que decidirá o futuro de Dilma, será feita pelo mesmo Senado que aprovou seu afastamento por 55 x 22.

Dilma pode correr contra o tempo e tentar convencer pelo menos duas pessoas a mudarem seus votos, mas as chances disso acontecer são muito remotas.

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Quanto às reclamações sobre a extinção do MinC

Oficialmente, o ministro do MEC (Ministério da Educação e Cultura), Mendonça Filho, disse que não há motivo para se preocupar, pois a cultura continua fazendo parte da pasta de educação e que não será colocada de lado, apenas não terá mais um ministério exclusivo para esse fim.

A diminuição de ministérios corta gastos desnecessários e possibilita que o governo possa ter maior controle das verbas aplicadas em cada setor, o que auxilia no combate a crise e rombo dos cofres públicos deixados pelo governo anterior.