Em uma semana que mal começou e já é marcada pelo inconformismo da esquerda e de artistas que acham que o país não investirá mais em cultura, um grupo de 'artistas' invadiram a sede da Funarte de Belo Horizonte por tempo indeterminado.

O grupo está inconformado com o fim do Ministério da Cultura, que voltou para a antiga pasta do MEC (Ministério da Educação e Cultura), mas não visam obter a reconsideração do atual presidente, mas sim, o retorno de #Dilma Rousseff.

A informação foi divulgada pelos próprios participantes da ocupação, que passaram a noite no local e têm planos de permanecer na Funarte até que Dilma retorne para o cargo de presidente.

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Segundo eles, o governo de #Michel Temer não é legitimo e ele não foi eleito pelo voto.

O grupo levou mochilas, computadores e celulares para se distraírem na sede da Funarte. Embora não tenham previsão de sair do local, nada impede que uma decisão judicial seja proferida em breve e os mesmos sejam retirados do local pela polícia.

A ocupação começou na noite de segunda-feira, 16, quando um grupo de sessenta pessoas chegou no local. Não é descartado que outros 'artistas' venham a aderir a causa e se 'transfiram' para as dependências da Funarte.

Esclarecendo a legitimidade de Michel Temer

Quando os petistas votaram em Dilma Rousseff, elegeram junto Michel Temer, pois além de ser o vice presidente, tal informação sempre ficou clara para todos os eleitores, de forma que ninguém foi enganado.

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Votar em um candidato à governador, prefeito ou presidente dá legitimidade ao seu vice para ocupar o cargo do político eleito sempre que for necessário, seja em uma ausência temporária ou em caso de cassação, renúncia e impeachment.

No caso específico de Dilma, é de conhecimento público que o processo do impeachment foi legitimo, cumprindo todos os pressupostos legais e aprovado pela maioria dos deputados e senadores. O mesmo encontra-se em processo de julgamento, conferindo à ampla defesa à Dilma, conforme dispõe a lei. As duas votações foram abertas e transmitidas pela TV e internet, permitindo que os próprios cidadãos fiscalizassem a veracidade dos votos computados.

De tal forma, ainda que algumas pessoas não concordem com o afastamento de Dilma Rousseff e seu processo de impeachment; o que é natural, pois o país é democrático e ninguém é obrigado à ter a mesma opinião; não há o que se falar em golpe ou ilegitimidade. Temer está legitimado, assim como sua linha sucessória e golpe é uma forma de obter um governo à força, o que não aconteceu. #Protestos no Brasil