Na noite dessa quarta-feira, 11, durante as discussões ocorridas no Senado na sessão deliberativa de admissibilidade do impeachment de Dilma, um dos senadores presentes conseguiu entrar para a história e destacar-se na imprensa mundial.

Se trata do ex-presidente do Brasil, Fernando Collor, que passou por um processo de #Impeachment em 1992. Muita gente pode ter pensado que Collor subiria na tribuna e se 'vingaria' da petista, uma vez que o Partido dos Trabalhadores foi um dos grandes responsáveis pelo processo.

Mas Collor não estava lá para brigar ou se vingar. O político conseguiu dar uma lição de moral e de história em milhões de pessoas, de forma educada e esclarecedora.

Publicidade
Publicidade

Seu discurso se pautou em fatos históricos, muitos que são ignorados pela esquerda e pelos professores de história do ensino público.

O senador lembrou o processo de impeachment em que passou e realizou comparações com o processo de Dilma Rousseff. Em 1992, quatro meses foi o tempo total do processo, desde a apresentação da denúncia até o seu último julgamento, quando foi orientado à renunciar um dia antes do seu julgamento final.

Já no processo de Dilma, já foram mais de oito meses desde a apresentação do pedido na Câmara até a votação que se encerrou nessa manhã, sendo que ainda falta o julgamento, que apesar de não possuir prazo legal para terminar, deve se encerrar até setembro, mês em que Ricardo Lewandowski será substituído na presidência do STF.

Tanto o processo de Collor, quanto o de Dilma, possuem amparo na mesma lei do impeachment, entretanto e conforme o próprio político disse: "O ritmo e o rigor não é o mesmo".

Publicidade

O ex-presidente cita ainda que da votação na Câmara até o seu afastamento da presidência, transcorreram 48 horas, enquanto o processo de Dilma estava há 23 dias só em discussões desde que foi aprovado dia 17 de Abril por 367 votos.

Quer mais diferenças entre o impeachment de Dilma e de Collor? Pois bem, o parecer da matéria sobre Dilma tem 128 páginas e o de Collor tinha apenas dois parágrafos. O ex-presidente usou-se de advogados particulares, Dilma usa-se do ex-advogado geral da União. O político, entretanto, conseguiu ser absolvido de todas as acusações contra ele dois anos depois, mas nem por isso conseguiu reverter as punições quanto aos seus direitos políticos. 

O senador ainda revelou que desde o início do governo de Dilma alertou sobre a possibilidade de impeachment, bem como sugeriu que Dilma se reconciliasse com a classe política e com os eleitores logo no começo do segundo mandato, mas a presidente foi 'autossuficiente', ignorou a experiência de Collor e deixou a razão de lado, passando pelo caos atual.

Essas e outras palavras ditas por Fernando e que marcaram essa sessão que estará para sempre nos livros de história, você assiste agora. Aperte o play e reflita:

#Dilma Rousseff #Congresso Nacional