O Brasil e o mundo ficaram chocados com o estupro coletivo que ganhou as manchetes dos principais jornais, sites e televisões do planeta. Porém, cada vez mais, surgem fatos que vão transformando a trama sórdida em algo ainda mais assustador. 

Depois de um video circular pelas redes sociais e aplicativos, com a menina de 16 anos, desacordada, após uma sessão estupro por vários homens, agora, surgem outros áudios que sugerem que ela sabia exatamente o que estava fazendo naquele momento.

No Facebook da garota de 16 anos, ela aparece empunhando fuzis, armas e fazendo menções a marginais que foram mortos em confrontos com a polícia do Rio de Janeiro.

Publicidade
Publicidade

Em áudios que também foram divulgados nas redes sociais e nos famosos aplicativos de conversas como o WhatsApp, aparecem pessoas que dizem conhecer a vitima e afirmam coisas ainda mais estarrecedoras. 

Num áudio, é possível ouvir um homem falando que não se permite estupro na favela. "Estupro na favela é morte, camarada. Ela já tinha ficado com outros cinco antes de chamar o resto da boca para f**** ela. Caiu dentro com 36 cabeças pra c**** ela! Ela pediu pra dormir e geral parou. Os amigos deu banho nela, pra ela poder ir embora", alegando que a adolescente mesmo teria chamado os homens para uma sessão de orgia.

Em outro trecho, uma menina que alega conhecê-la, afirma que a garota tem o costume de participar de orgias com vários homens na comunidade, onde aconteceu o suposto estupro coletivo: "Sempre quando tem 'endolo de loló' ela vai pra lá e ela fica assim.

Publicidade

Esses dias que veio vazar o vídeo e foto, porque os meninos sempre fazem isso com ela. Sempre!"  

A iniciativa de divulgar as fotos e áudios é para tentar justificar o que está sendo considerado injustificável pela sociedade e também pelos principais órgãos e entidades de defesa da mulher.

A Polícia Civil no Rio ainda não chegou à conclusão de que houve o estupro, mesmo após a vítima e outros três envolvidos no caso prestarem depoimento, nesta sexta-feira, na DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes de Informática). Porém, foram feitas as diligências no Morro do Barão, na Praça Seca, no Rio de Janeiro, em busca dos homens que participaram da gravação e do suposto estupro coletivo. 

A vítima, que já deu entrevista para alguns jornais e também para o SBT, disse que os homens abusaram dela. "Eu fui, encontrei o meu ex. Chegou na casa dele. Aí eu fui e dormi. Acordei numa outra casa com um flash assim na cara e dormi de novo. Quando acordei tinha um monte de homem em cima de mim e eu contei, eram 33 homens", disse a vitima ao repórter Roberto Cabrini.

Publicidade

"Tão falando que é culpa dela, ela que quis, ela que gosta", em relação aos áudios que estão sendo divulgados. 

Nas imagens que foram publicadas em redes sociais na internet, dois homens exibem a jovem: “Essa aqui, mais de 30 engravidou. Entendeu ou não entendeu?”, diz um dos homens no vídeo que tem pouco mais de 20 segundos. Os homens exibem o órgão genital da vítima ainda sangrando: “Olha como que tá (sic). Sangrando. Olha onde o trem passou. Onde o trem bala passou de marreta” , diz o outro agressor, com um tom orgulhoso.

Além do vídeo, há pelo menos uma foto de um homem à frente do corpo nu da jovem. Os perfis das pessoas que divulgaram o vídeo e as fotos no Twitter foram suspensos pela empresa. As fotos da jovem de 16 anos com fuzis e armas foram apagadas do perfil dela no Facebook, porém, uma foto com um objeto suspeito que remete a um "lança perfume" ainda está online. #Casos de polícia