Na semana passada, o UOL publicou uma matéria onde teve acesso às inúmeras gravações de áudio as quais estariam comprometendo a imagem dos organizadores do Movimento Brasil Livre (MBL). Segundo a reportagem, os principais líderes do movimento teriam recebido ajuda financeira vindas de partidos da oposição. O grupo foi fundado há dois anos com o propósito de combater a #Corrupção e organizar manifestações pró-impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT). Em nota a imprensa, o MBL nega qualquer envolvimento com políticos.

Mas uma gravação realizada no início do ano por um dos membros do grupo revela que o coordenador do movimento, Renan Antônio Ferreira dos Santos, diz para outro militante que havia fechado com os partidos da oposição para organizar as manifestações pró- impeachment em março.

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Renan também afirma que o Movimento Brasil Livre seria a única entidade civil autônoma capaz de fazer frente ao governo de Dilma Rousseff. 

Em entrevista ao UOL, Renan confirma a veracidade das gravações e ressalta que os movimentos que defendem a saída da presidenta sempre tiveram apoio dos partidos da oposição. ''Os protestos ocorridos durante o mês de março pertencem ao povo brasileiro, alguns partidos nos procuraram com a intenção de participar dos protestos e nós aceitamos. Entretanto, o MBL jamais aceitará doações financeiras vindas de partidos políticos'', conclui Renan.

Em outra gravação, desta vez do dia 5 de maio, Ygor Oliveira. atual secretário da mobilização do #PSDB, do Rio de Janeiro, negocia com seus colegas de partido a respeito de um possível investimento para apoiar um protesto que estava marcado para o dia 11 de maio, data da votação no Senado que decretou o impeachment de Dilma Rousseff. Em nota ao Uol, Ygor afirma que o negócio acabou não se concretizando sem citar os motivos da não concretização.

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Procurado pelo portal UOL, os coordenadores do Movimento Brasil Livre também confirmam que uma negociação com o PSDB realmente aconteceu, mas a parceria acabou não evoluindo.

Em sua página no Facebook, o MBL se autodenomina um grupo formado por pessoas apartidárias, mas de acordo com a reportagem do UOL, Renan Santos foi militante do PSDB entre os anos de 2010 a 2015. Em nota, ele afirma que o Movimento Brasil Livre não tem o costume de criminalizar políticos ou seus partidos. Segundo Renan, o MBL mantém envolvimento com algumas lideranças partidárias interessadas em mudar o caminho do Brasil. #Curiosidades